|
|
| 05/02/2010 - 15:33 |
| Maggi superou a todos |
|
 |
Maggi superou a todos
José Vieira do Nascimento
Prestes a renunciar para encarar uma disputa ao Senado, o governador Blairo Maggi, no alto de sua prepotência, sairá com a marca da anorexia que envolveu seus dois mandatos. E deverá encontrar dificuldade com o eleitorado da região norte.
Se o Estado andou para trás em quase todos os setores, nos ficamos esquecidos e abandonados. Principalmente na Educação, Segurança, Saúde e estradas.
Está sendo um dos piores governos da história de Mato Grosso. Suas ações foram quase sempre em beneficio próprio, voltadas para interesses particulares. Principalmente dos ricos que tem suas atividades sustentadas no agronegócio. O governador dá a impressão que não gosta de pobres e carentes.
As classes mais humildes foram tratadas com medidas paliativas e ineficazes. O governador se mostrou insensível socialmente. (Aliás, quando está no meio do povo, quem observar direito, percebe que Baliro Maggi se esforça para ser afável. Mas não consegue disfarçar o olhar de preconceito com as pessoas que não são ricas. Olha de cima para baixo, com ar de desprezo. Às vezes sua feição é de quem está sentindo nojo).
A região norte durante, nesses sete anos da era Maggi, continua no abandono que lhe tem sido peculiar ao longo das últimas décadas.
Não houve nenhum avanço. Na verdade, piorou. Continuamos com as mesmas deficiências. Principalmente no setor de estradas. A rodovia MT-208, por exemplo, está precária como sempre esteve, causando transtornos para os moradores e isolando cidades como Paranaíta, Apiacás, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde.
É impressionante como um governo sempre consegue ser pior do que seu antecessor. Quando pensamos que já presenciamos tudo de ruim, entra alguém que consegue superar. Em comparação ao ex-governador Dante de Oliveira, que também desprezou a região, a qualidade de vida e a falta de estrutura básica pioraram em muitos municípios.
Em algumas cidades da região, os Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) são baixíssimos. E os serviços essenciais oferecidos pelo estado quase sempre são de péssima qualidade.
Um dos poucos setores que Maggi está sendo eficientes é para cobrar impostos, nos imprimindo uma pesada carga tributária sem dar nenhuma contrapartida para a sociedade.
Essas observações são porque, muitos prefeitos da região, estão preocupados com a campanha eleitoral deste ano. Maggi, apesar disso tudo, está dando uma de Hugo Chávez. Está fazendo imposição aos prefeitos, com ameaças de retaliações, para todos que não apoiarem a candidatura de Silval Barbosa ao governo e dele próprio para o Senado. Quer todo mundo em seu palanque.
É uma sinuca de bico, porque muitos prefeitos, apesar de não externar, estão descontentes com o governador. Por outro lado, o nome de Silval Barbosa tem grande rejeição neste meio político. E muitos relutam em apoiá-lo. Mas temem contrariar as ordens de Maggi.
O governador também não está respeitando a questão partidária dos chefes dos executivos dos municípios. Muitos prefeitos e vereadores querem estar no palanque dos candidatos de seus partidos ou da coligação em que eles pertencem.
Resta – se saber se essa supremacia do governador vai resultar em dividendos eleitorais. Pois o povo da região está cansado do descaso e do abandono que sofre com este governo. E- com exceção de alguns masoquistas- nem mesmos os prefeitos irão conseguir convencer o povo a votar nestes candidatos!
José Vieira do Nascimento é diretor e editor responsável de Mato Grosso do Norte
E-mail: mtnorte@terra.com.br
José Vieira do Nascimento
Prestes a renunciar para encarar uma disputa ao Senado, o governador Blairo Maggi, no alto de sua prepotência, sairá com a marca da anorexia que envolveu seus dois mandatos. E deverá encontrar dificuldade com o eleitorado da região norte.
Se o Estado andou para trás em quase todos os setores, nos ficamos esquecidos e abandonados. Principalmente na Educação, Segurança, Saúde e estradas.
Está sendo um dos piores governos da história de Mato Grosso. Suas ações foram quase sempre em beneficio próprio, voltadas para interesses particulares. Principalmente dos ricos que tem suas atividades sustentadas no agronegócio. O governador dá a impressão que não gosta de pobres e carentes.
As classes mais humildes foram tratadas com medidas paliativas e ineficazes. O governador se mostrou insensível socialmente. (Aliás, quando está no meio do povo, quem observar direito, percebe que Baliro Maggi se esforça para ser afável. Mas não consegue disfarçar o olhar de preconceito com as pessoas que não são ricas. Olha de cima para baixo, com ar de desprezo. Às vezes sua feição é de quem está sentindo nojo).
A região norte durante, nesses sete anos da era Maggi, continua no abandono que lhe tem sido peculiar ao longo das últimas décadas.
Não houve nenhum avanço. Na verdade, piorou. Continuamos com as mesmas deficiências. Principalmente no setor de estradas. A rodovia MT-208, por exemplo, está precária como sempre esteve, causando transtornos para os moradores e isolando cidades como Paranaíta, Apiacás, Nova Bandeirantes e Nova Monte Verde.
É impressionante como um governo sempre consegue ser pior do que seu antecessor. Quando pensamos que já presenciamos tudo de ruim, entra alguém que consegue superar. Em comparação ao ex-governador Dante de Oliveira, que também desprezou a região, a qualidade de vida e a falta de estrutura básica pioraram em muitos municípios.
Em algumas cidades da região, os Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) são baixíssimos. E os serviços essenciais oferecidos pelo estado quase sempre são de péssima qualidade.
Um dos poucos setores que Maggi está sendo eficientes é para cobrar impostos, nos imprimindo uma pesada carga tributária sem dar nenhuma contrapartida para a sociedade.
Essas observações são porque, muitos prefeitos da região, estão preocupados com a campanha eleitoral deste ano. Maggi, apesar disso tudo, está dando uma de Hugo Chávez. Está fazendo imposição aos prefeitos, com ameaças de retaliações, para todos que não apoiarem a candidatura de Silval Barbosa ao governo e dele próprio para o Senado. Quer todo mundo em seu palanque.
É uma sinuca de bico, porque muitos prefeitos, apesar de não externar, estão descontentes com o governador. Por outro lado, o nome de Silval Barbosa tem grande rejeição neste meio político. E muitos relutam em apoiá-lo. Mas temem contrariar as ordens de Maggi.
O governador também não está respeitando a questão partidária dos chefes dos executivos dos municípios. Muitos prefeitos e vereadores querem estar no palanque dos candidatos de seus partidos ou da coligação em que eles pertencem.
Resta – se saber se essa supremacia do governador vai resultar em dividendos eleitorais. Pois o povo da região está cansado do descaso e do abandono que sofre com este governo. E- com exceção de alguns masoquistas- nem mesmos os prefeitos irão conseguir convencer o povo a votar nestes candidatos!
José Vieira do Nascimento é diretor e editor responsável de Mato Grosso do Norte
E-mail: mtnorte@terra.com.br
Fonte:
|
 |
 |
|
|
|