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| 24/02/2010 - 9:10 |
| Presidente disse que Charles não superou mágoa |
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POLÊMICA - Conforme Dida Pires, vereador tentou conseguir a presidência na justiça e perdeu em todas as instâncias
Reportagem
O presidente da Câmara Municipal de Alta Floresta, Dida Pires (PPS), atribuiu a ressentimentos e mágoas, as agressões verbais do vereador Charles Miranda (PR), durante sessão ordinária realizada na manhã de ontem.
Charles fez diversas acusações ao presidente. Dentre elas, disse que Dida lhe chamou de papagaio, controla seus horários na Câmara Municipal, emprega parentes na prefeitura e é comprometido com a administração municipal.
“Não existe nada do que disse o vereador Charles. O problema é a questão política e ele tem uma mágoa que não consegue superar. Tudo mundo sabe que ele fazia parte de nossa chapa como vice-presidente. Havia assumido um compromisso e depois formou outra chapa para disputar a presidência. Tentou usurpar o poder e não conseguiu”, rebateu Dida.
Para o presidente da Câmara, Charles Miranda tentou conseguir a presidência na justiça e foi derrotado em todas as instâncias. “Ainda não cicatrizou a mágoa dele. Ele anda dizendo que sou presidente Por força de liminar. No entanto, sou presidente de fato e de direito”, observa.
Segundo Dida Pires, Dr. Charles Miranda não costuma sustentar de pé o que fala quando está sentado. “Quando ele disse que eu sou comprometido com a administração, deveria contestar os concursos públicos que foram realizados pela prefeitura. Minha família e grande e meus parentes que trabalham na prefeitura são concursados. Meu irmão e funcionário de carreira e eu mesmo trabalhei durante 6 anos na secretaria de Obras. Portanto, não vejo comprometimento de minha parte”, afirmou Dida.
De acordo com Dida Pires, o que acontece na Câmara de Alta Floresta, é ciumeira. “Em todas as cidades é comum os vereadores de sustentação conseguir mais resultados com a administração municipal. Os vereadores de oposição partem para o lado pessoal e acabam fechando as portas. E a base está mais sintonizada. É assim em todas as Câmaras”, observa o presidente.
A respeito de uma suposta multa do CREA por causa da reforma da Câmara de Alta Floresta, Dida explicou que se baseou em parecer técnico, de que não precisaria de licença porque não era uma construção. Apenas uma reforma.
Sobre denúncia anônima feita ao tribunal de contas de que a mesa diretora teria adiantado salários para servidores, o presidente contesta com veemência e disse que, neste caso, há mesmo uma perseguição.
“Não adiantei salário de ninguém. Os comentários que circulam pela cidade é que o Juliano Jorge, que trabalha com o Conselheiro Humberto Bosaipo e é irmão do Romoaldo Júnior, teria dito que eu e a prefeita Maria Izaura estaríamos ferrados na hora da apreciação de nossas contas”, acentua o vereador.
O presidente da Câmara citou processo de autoria do ministério público do Trabalho (MPT), em que Charles Miranda- que também é médico- é acusado de favorecer empresas, entre elas o frigorífico Quatro Marcos, em detrimento de trabalhadores. “Eu não vou julgá-lo por causa disso. É apenas um processo”, disse.
Fonte:
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