Atualidade
 Brasil
 Edital
 Esporte
 MAIS
 Opinião
 Política
 Classificados
 Hugo Rodrigues
 Perfil
 Cinco Perguntas
 Tela Objetiva
 Acontece
 Folha Agropecuária
 Variedades
 Veículos
26/02/2010 - 11:32
Dida afirma que desmandos de ex-presidente ainda causam transtornos
MULTA – Presidente disse que as ações da atual mesa diretora são transparentes e enviará defesa para o TCE

Reportagem

O presidente da Câmara Municipal de Alta Floresta, vereador Dida Pires (PPS) e o primeiro secretário, Francisco Militão (PDT), afirmaram que a desastrada gestão do ex-presidente da Casa, Paulo Florêncio, ainda causa transtornos a atual mesa diretora.
Dida explicou que a multa recebida por eles, nesta semana, foi por causas do grande volume de dívidas deixado pelo ex-vereador, que tiveram que ser pagas pela atual mesa diretora.
“A denúncia é anônima, mas tudo mundo sabe que foi enviada por um ex-assessor do Paulo Florêncio. Nela, ele dizia que nós não pagamos o salário do mês de dezembro de 2008, o 13º salário e as rescisões, e que estávamos pagando o salário de 2009 adiantado. Mas tudo não passa de mentira e politicagem”, argumenta o presidente. “Nunca pagamos salários adiantados”, completa.
Os vereadores explicam que herdaram uma dívida de R$ 800 mil, de IPREAF, INSS, telefone, energia, cheques pagos sem comprovação de despesas além de um saque nas vésperas do final do ano de 2008, feito pelo ex-vereador, de R$ 250 mil.
“A câmara ficou com um saldo de R$ 4.02 em sua conta. Diante desta situação, tivemos que fazer um planejamento e só começamos a pagar no mês de abril as contas deixadas pelo ex-presidente Paulo Florêncio”, argumentam os parlamentares.
O presidente alega que não entendeu o motivo da multa do Tribunal de Contas, e reclama que, tanto ele como Francisco Militão, não tiveram direito a ampla defesa. “Nós fizemos uma única defesa para mim e o vereador Militão porque a questão era a mesma e a assessoria jurídica da Câmara entendeu desta maneira. No entanto, o conselheiro Humberto Bosaipo alegou que teríamos que ter feito as defesas em separados”, lamenta Dida Pires.
Os vereadores se dizem tranqüilos e afirmam que irão recorrer da decisão do TCE. “Tudos os gastos da Câmara em 2009 foram feitos de forma transparente. Pagamos rigorosamente em dia os salários e os fornecedores e fomos, aos poucos, liquidando as dívidas deixadas pelo ex-presidente. Só não pagamos os cheques sem fundo por não haviam documentos, como notas fiscais, que comprovam as despesas. Mas essas irregularidades foram encaminhadas para o Ministério Público, que está investigando”, explica o vereador.
Dida Pires afirmou que pagou os salários de todos os ex-assessores de Paulo Florêncio, inclusive dos assessores jurídicos. Segundo ele, até o autor da denúncia anônima recebeu todos os seus salários, que estavam atrasados.
“E é assim que ele agradece... O dinheiro que era para pagar os salários de dezembro de 2008 e o 13º, o ex-presidente sacou no banco no final de seu mandato e deixou todo mundo na mão, até mesmo seus assessores de confiança”, reitera.



Fonte: