Jornal Mato Grosso do Norte
José Vieira do Nascimento
Com o repasse do FETHAB (Fundo de Transporte e Habitação) que os municípios começaram a receber neste mês de abril, só terá estradas ruins, os municípios em que os prefeitos não se interessarem em recuperá-las. Falta de recurso não será mais desculpa.
Esta lei que obriga o Estado a repassar 50% da arrecadação do FETHAB aos município, tem um alcance social importante e ajudará a resolver um problema crônico enfrentado pela população, principalmente os moradores da zona rural.
É reprise dizer, mas é comum as estradas que dão acesso as comunidades rurais, praticamente em todos os municípios, estarem sempre sucateadas, com pontes caindo aos pedaços, oferecendo risco à população. A situação piora ainda mais na época das chuvas, quando grande parte das comunidades fica ilhada por causa dos atoleiros.
O repasse do FETTHAB para as prefeituras, caso haja uma aplicação séria, tem o condão de fazer retornar, na forma de benefício ao cidadão, parte do dinheiro de seus impostos.
A situação das estradas rurais da região, que esperamos que se transformem para melhor a partir de agora, é resultado da falácia perniciosa da corrupção e da incompetência do gestores.
Ano a pós ano é a mesma ladainha, semelhante à cantiga de grilo. Chegam às chuvas e as estradas se acabam, retirando do cidadão seu direito de trafegar. Mas acabam justamente porque as prefeituras investem mal o dinheiro público, fazendo serviço sem qualidade.
Não é necessário ser engenheiro para saber que é possível e viável economicamente, fazer um trabalho bem feito, que vai ter durabilidade para atender as necessidades dos moradores e evitar gastos repetitivos.
As prefeituras tem todas as possibilidades de manter as estradas em excelentes condições de tráfego. Para isto, basta querer e ter boa vontade para fazer obras com selo de qualidade. Já tive a oportunidade de verificar em estradas rurais de municípios do Sul e do Nordeste, pontes de concreto. E nos atoleiros, nas serras e pontos alagadiços e lisos, calçamento no solo com bloquetes de cimento.
É um serviço definitivo, que durante anos, não vai ser necessário ter que refazê-lo. Com isso, além de assegurar o direito do cidadão de se locomover, há economia de dinheiro público.
Aqui em Mato Grosso, a sociedade deve ficar atenta e fiscalizar para os prefeitos corruptos não encontrarem uma forma de desviar o dinheiro do FETHAB, e o velho problema das estradas, persistirem.
Com o repasse mensal do Fundo, é inadmissível a choradeira de prefeitos, que não há dinheiro para a recuperação e manutenção das estradas. Dinheiro agora tem, só não faz os corruptos e os incompetentes!
José Vieira do Nascimento é diretor e editor responsável de Mato Grosso do Norte
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