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Atualidades Segunda-feira, 08 de Junho de 2015, 00:00 - A | A

08 de Junho de 2015, 00h:00 - A | A

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Alta Floresta enfrenta sérios problemas para destinar o lixo



José Vieira do Nascimento Editor do Jornal Mato Grosso do Norte

 

 

Apesar de ser um município com fortes características ambientais, a cidade de Alta Floresta enfrenta dificuldades para dar a destinação correta para o lixo coletado no comércio e nas residências. O lixão do município passa por uma situação de calamidade porque a empresa que tem a concessão do serviço,  não tem estrutura para receber o lixo e fazer os procedimentos adequados e de acordo com  as leis ambientais.

No contrato de concessão, que tem prazo de 30 anos, firmado entre a prefeitura de Alta Floresta e a empresa Solução Ambiental, a prefeitura tem a obrigação de entregar o lixo no lixão e a empresa de dar a destinação ecologicamente correta ao material. No entanto, atualmente, os caminhões depositam o lixo no local e o mesmo permanece a céu aberto, causando grandes danos ao Meio Ambiente.

A secretária de Meio Ambiente de Alta Floresta, Aparecida Sicuto, disse que  a prefeitura está concluindo um processo administrativo para rescindir o contrato com a empresa, porque a mesma não está cumprindo com o que foi acordado.  De acordo com ela, após a rescisão do contrato, a prefeitura vai fazer uma nova licitação para contratar  outra empresa para cuidar do lixo produzido na cidade.

“O município não tem condições de assumir este serviço porque o custo é alto. O problema é bem sério”, disse Aparecida.

No contrato celebrado em 2009, a empresa teria que cumprir  diversos itens, como fazer as adequações, reciclar e processar o lixo e destinar adequadamente o que não fosse aproveitado. No entanto, o contrato não foi obedecido pela empresa Solução Ambiental  e a prefeitura deixou de fazer o pagamento.

Enquanto prevalece o impasse, não existe previsão de quando o município terá um aterro sanitário que atenda as normas da legislação ambiental.

 “Como está o lixão hoje, tem prejuízos enormes  para o Meio Ambiente. O local não tem licença ambiental e  o Ministério Público e a Sema não o fecham porque, se fechar, a situação ficaria ainda pior, porque não se saberia o que iria se fazer com o lixo produzido na cidade”, observou a secretária.

Sem coleta seletiva- Para um município que não está conseguindo sequer processar o lixo que é depositado no lixão, a implantação da coleta seletiva, está longe de acontecer.  Conforme a secretária Aparecida Sicuto, o serviço começou a ser implantado na cidade em  2011, custeado com recursos da Funasa- Fundação Nacional da Saúde- mas foi interrompido em 2012.

A empresa que venceu a licitação deveria ter posto em prática o Plano de Saneamento Básico do Município. Seriam investidos R$ 700 mil reais em três etapas. O plano previa a coleta seletiva do lixo, incluindo a zona rural. Entretanto, em 2012, os serviços foram paralisados porque a Funasa deixou de repassar os recursos e a prefeitura parou de pagar a empresa.  Dos R$ 700 mil previstos, a prefeitura recebeu apenas R$ 200 mil.

“Para fazer a coleta seletiva, a prefeitura teria que comprar novos caminhões para mudar a estrutura da coleta que é feita atualmente. E o município não tem recursos”, assegura Aparecida.

Lixeira – Na semana passada, a prefeitura começou a colocar lixeiras nos locais públicos da cidade. Conforme a secretária de Meio Ambiente, todas as repartições públicas, praças e as escolas, vão receber as lixeiras. O conjunto vem com compartimento para o lixo seco e para o orgânico.

O lixo depositado nestas lixeiras será recolhido por pessoas das repartições públicas e das escolas e será levado  pelos  caminhões da coleta da prefeitura. “É apenas uma opção que estamos dando para as pessoas terem onde jogar o lixo e não jogar  nas ruas”, disse Aparecida Sicuto.

 

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