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Atualidades Quarta-feira, 11 de Março de 2015, 00:00 - A | A

11 de Março de 2015, 00h:00 - A | A

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Responsabilidade do aeroporto de Alta Floresta é do Governo Estadual



Mato Grosso do Norte teve acesso a diversos documentos da Infraero, Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República e Advocacia Geral da União- AGU- que  tratam sobre de quem seria a responsabilidade da administração e manutenção do Aeroporto de Alta Floresta, Osvaldo Marques Dias. 

Em 17 de abril de 2014, a Advocacia Geral da União emitiu um parecer técnico sobre os convênios celebrado pelo Comando da Aeronáutica com o Estado de Mato Grosso, em 5 de agosto de 1992, Termo de Cooperação Técnica nº 2247, sobre a vigência da Portaria nº 632GM41996 e do Termo Aditivo 001CINDACTA I5, celebrado com o CINDACTA I em 24 de janeiro de 2005.

O relatório da CGU é bem claro ao afirmar que o convênio feito entre a União, firmado através da Aeronáutica, e o governo de Mato Grosso, encontra-se rescindido. Já o Termo de cooperação técnica  firmado entre o Estado de Mato Grosso e o município de Alta Floresta não é válido, por não encontrar respaldo na Legislação. A portaria nº 632 encontra-se em vigor. E o termo aditivo com o CINDACTA é nulo, por ser subscrito por sujeito incompetente.

Os ofícios são do ano de 2014 e 2015, sendo que o parecer do AGU, incluindo um relatório assinado pela  advogada da União, Luciana Camila de Souza, que faz uma série de observações  sobre o histórico de convênios e termos   envolvendo o governo federal, Estado e Município, e finaliza afirmando que o governo estadual é o responsável pela administração e manutenção do aeroporto.

“O convênio e o Termo de cooperação técnica celebrados pelo Estado de Mato Grosso com o Comando da Aeronáutica e com o município de Alta Floresta, respectivamente não possuem validade. Dessa feita, a exploração do Aeródromo  está formalmente sob  a responsabilidade do   Estado de Mato Grosso, devendo este assumir também a operação do referido aeroporto ou concedê-lo a iniciativa privada”, diz o trecho do relatório da Controladoria Geral da União.  

 A situação é confusa. Mas o  que fica evidente, é que,  em que pese sua importância para o Estado e para a região norte,   o aeroporto de Alta Floresta é um patinho feio, desprezado pelo governo do Estado de Mato Grosso.  Por outro lado, a impressão que transparece é que nem mesmo as autoridades de Alta Floresta têm ciência de até aonde vai a responsabilidade do município com relação ao aeroporto. 

Ao longo dos últimos 10 anos, a Infraero e a ANAC tem buscado uma solução para a problemática do aeroporto. No entanto, sem encontrar respaldo no governo de Mato Grosso, que, simplesmente, se eximiu de sua responsabilidade. 

Ainda em 17 de janeiro de  2012,   a Infraero e a Anac, por meio de ofício, solicitaram a secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, que redefinisse a responsabilidade da manutenção dos sistemas de auxílios visuais do aeroporto de Alta Floresta, já que não se sabia quem realmente era, de fato, responsável por tais funções.    
No entanto, o relatório da CGU é categórico ao apontar que em função dos convênios anteriores terem perdido a validade, e dos vícios insanáveis que envolvem a situação, a exploração do Aeródromo Osvaldo Marques Dias, formalmente, estaria com o governo  Estado de Mato Grosso. 

No entanto, o governo estadual, durante a última década, vem se esquivando, tentando delegar  essa responsabilidade ao município de Alta Floresta. 
No último ofício datado de 9 de fevereiro de 2015, assinado pelo diretor de Gestão Operacional e Navegação Área, Geraldo Moreira Neves e endereçado ao secretário de Estado de Infra-estrutura e Logística do Estado de Mato Grosso, Marcelo Duarte Monteiro,  a Infraero, mais uma vez, cobra uma definição do governo estadual.

Alega que vem  realizando a manutenção dos auxílios visuais do aeroporto Osvaldo Marques Dias, apesar  destas atribuições não serem de sua responsabilidade. E cobra uma dívida acumulada de R$ 164 mil reais por estes serviços.
No entanto, se coloca a disposição para continuar fazendo a manutenção do aeroporto desde que haja a previsão contratual e mediante a justa remuneração. 
 

Baseado nestes documentos, fica claro que o aeroporto de Alta Floresta vem sendo tratado com descaso pelo governo estadual, que é o responsável pela sua administração e manutenção. Além disso, também cabe ao Estado de Mato Grosso, o pagamento do débito com a Infraero, bem como os investimentos no desemborrachameto da pista de pouso e decolagem,necessário para sua segurança 

 

José Vieira do Nascimento/ Editor MT Norte

 

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