Jornal Mato Grosso do Norte
Reportagem MT Norte
Os vereadores Manoel de Moura Nunes, o Netinho (DEM) e Januário Neto, o Choto (PROS) enviaram oficio a administração municipal de Paranaíta, cobrando explicações e providências urgentes para a lixão do município.
Conforme os dois parlamentares, a situação é caótica e preocupante, porque o local onde o lixo da cidade está sendo depositado se encontra a céu aberto, acumulando todas as espécies de lixos, exalando mau cheiro e expondo a população à risco de contaminação.
Os vereadores visitaram o lixão na quarta-feira e constaram que a situação em que se encontra o local, requer medidas urgentes da administração municipal para sanar o problemas.
O lixão de Paranaíta fica localizado a cerca de um quilômetro da cidade, na rodovia P1, que liga à Madal, próximo do aeroporto. “A situação do lixão é preocupante. O lixo é jogado de qualquer maneira, atraindo mosca e mosquitos e exalando mau cheiro. A própria prefeitura e o comércio jogam usam o local para jogar lixo. Estamos cobrando a prefeitura para que as medidas sejam tomadas”, disseram os vereadores.
De acordo com o vereador Netinho, nas obras compensatórias do município de Paranaíta com a Companhia Hidrelétrica Teles Pires, foi incluída a construção de um aterro sanitário para o município. Ficou acertado que o município entraria com um terreno e a obra ficaria a cargo da CHTP.
“Queremos explicações da administração sobre esta obra. A Câmara já autorizou a prefeitura a comprar um terreno que seria destinado ao aterro sanitário. Queremos saber como esta a programação. Se a prefeitura já comprou o terreno e quando a obra seria iniciada e concluída pela CHTP”, questiona Netinho.
Para o vereador Choto, dependendo da situação, a prefeitura terá que cobrar agilidade da CHTP para a execução da Obra. “Não sabemos em que pé está esta questão. E como a obra é prioritária, em função do local onde o lixo está sendo jogado hoje é inadequado, expondo a população a risco de contrair contaminações, estamos cobrando esclarecimento para, se for o caso, ajudar a prefeitura a buscar uma solução e cobrar a responsabilidade da CHTP”, enfatiza o vereador Choto.
O outro lado- O secretário de Meio Ambiente do Município de Paranaíta, Osmar Moreira, procurado por Mato Grosso do Norte, disse que o município vem buscando equacionar o problema. Ele disse que a prefeitura já comprou um terreno para a implantação do aterro sanitário, mas a Companhia Hidrelétrica Teles Pires, está se negando a executar a obra, afirmando que só tem compromisso com a elaboração do projeto.
“Nós notificamos o Ibama porque a obra está incluída no relatório de Impactos que a CHTP teria que fazer. Mas como ela está se negando, vamos esperar uma posição do Ibama neste sentido. Eu, particularmente, credito que a CHTP vai fazer o aterro porque não compensa se sujar com o Ibama por causa de um aterro sanitário”, ponderou Osmar.
O secretário reconhece que a situação é séria e a administração municipal está preocupada com a situação. No entanto, acentua que este problema vem sendo enfrentado em todo o país, porque são obras caras que os municípios não tem condições de bancarem sozinhos, e seria necessário um suporte do governo federal.
“Compramos o terreno e estamos fazendo a nossa parte. Estamos analisando, tomando conhecimento da situação e aguardando uma posição do Ibama, para ver o que faremos com relação a CHTP”, disse Osmar.
CHTP- A Companhia Hidrelétrica Teles Pires informou à Mato Grosso do Norte, através de sua assessoria de imprensa, que não irá executar a obra de construção do aterro sanitário em Paranaita, porque, em 2012, assinou um termo de compromisso para investir cerca de R$ 5 milhões em obras de compensação no município.
No entanto, disse que o ex-prefeito Dr. Pedro Miyazima, fez opção por outras obras, pois, conforme a CHTP, ele disse à época, que tinha recursos de outro fundo para construir o aterro sanitário do município.
Conforme informações de sua assessoria, a CHTP tem apenas o compromisso de fazer o projeto do aterro sanitário. “O compromisso foi assinado pelo Ministério Público, a prefeitura e a CHTP. A Companhia já fez o investimento de mais de R$ 5 milhões em obras de compensação em Paranaíta, como ficou definido no termo assinado em 2012. Não temos obrigação de construir o aterro”, informa a assessoria de imprensa da CHTP.








