Caroline Borges/TV Press
Para Adriane Galisteu, voltar a apresentar “A Fazenda” tem pouco de repetição e muito de retomada. Mesmo chegando ao sexto ano à frente do reality, a apresentadora encara cada temporada como se fosse a primeira, desde a preparação para entrar no ar até a escolha dos looks que vão acompanhá-la durante a jornada. A relação com o programa, que já se tornou parte importante de sua trajetória na televisão, faz com que ela mergulhe novamente naquele universo com a mesma disposição de quem está diante de uma nova fase na carreira. “Para mim é como se fosse estreia, primeira vez. Meu sexto ano à frente de um reality que sou apaixonada. Venho para cá como se eu fosse estrear na tevê”, afirma.
E essa entrega também aparece na maneira como Adriane entende seu papel diante das câmeras. Para ela, comandar o reality vai muito além de anunciar provas, conduzir eliminações e organizar os acontecimentos da casa. A apresentadora se coloca como uma espécie de ponte entre quem está confinado e quem acompanha tudo de fora, reagindo às histórias conforme elas acontecem, sem escolher lados. “Meu papel não é só apresentar. É vibrar, dar bronca, cortar peão. Jogo o jogo do peão. Gosto de deixar claro que sou um porto seguro para os peões. Sou um olhar como o do público”, aponta.
Meu papel não é só apresentar. É vibrar, dar bronca, cortar peão. Jogo o jogo do peão
A imprevisibilidade, aliás, é justamente uma das características que fazem Adriane se manter tão conectada ao formato. Ela compara “A Fazenda” a uma novela da vida real, mas faz questão de lembrar que, diferentemente da ficção, ali ninguém conhece o próximo capítulo. E existe ainda um elemento que muda completamente a dinâmica: o prêmio. Entre alianças, conflitos e reviravoltas, os participantes não podem perder de vista que estão disputando uma grande quantia em dinheiro. “É uma novela da vida real, mas é um grande jogo que vale uma baita grana. Às vezes, os peões esquecem disso. Não podem esquecer”, avalia.
Nesta temporada, Adriane também percebe mudanças na forma como o programa constrói sua narrativa, inclusive com mais espaço para os animais, que ganharam destaque nas campanhas e na apresentação das provas. Ao mesmo tempo, a rotina de transmissões ao vivo aumenta, com episódios de domingo a quinta, enquanto sexta e sábado ficam para conteúdos gravados. Para uma apresentadora que já se sente tão à vontade no universo rural do reality, a mudança vem acompanhada de disposição e de uma rotina praticamente instalada em Itapecerica da Serra. “Temos mais ao vivo. De domingo a quinta. Sexta e sábado vai ser gravado. Já foi assim antes, deixou de ser. Bem na minha vez voltou: serão cinco dias ao vivo (risos). Estou pronta. Já moro em Itapecerica mesmo”, brinca.
“A Fazenda” – De segunda a domingo, às 22h30, na Record.
Neutra no jogo
Se há algo que Adriane aprendeu ao longo dos anos em “A Fazenda” é que a apresentadora pode se envolver com as histórias sem pertencer a nenhuma delas. Ela vibra, sofre e se irrita junto com o público, mas preserva uma distância necessária para acompanhar as diferentes relações que se formam dentro do confinamento. É justamente essa posição que, segundo ela, permite que continue reagindo ao que acontece sem vestir a camisa de nenhum participante. “Só não jogo no time de ninguém. Não dá para jogar em nenhum time. Aprendi a duras penas”, aponta.
A experiência também ensinou Adriane a lidar com o lado mais imprevisível do programa. Em um reality sem roteiro, conflitos podem mudar completamente o rumo da temporada, e nem sempre existe espaço para contornar determinadas situações. Por isso, ela chega preparada para diferentes possibilidades, inclusive desistências e expulsões. “Somos loucos por novela. Essa história não tem roteiro. Infelizmente, quando o sangue sobe a ponto de (expulsão)... não tem o que fazer. Tem de expulsar. A gente está preparado para expulsão, desistência”, ressalta.
Instantâneas
# Adriane Galisteu já tem cerca de 30 looks aprovados dos 120 que usará ao longo de “A Fazenda”.
# A apresentadora reúne mais de 6 milhões de seguidores no Instagram.
# Aos 11 anos, Adriane estreou como cantora no grupo infantil Chispitas.
# A apresentadora também pode ser vista no documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu”, que está disponível na HBO Max.










