Marco Angel Robles Rodriguez/para Auto Press
O Dodge Charger Scat Pack chega para manter viva a tradição criada ainda nos anos 1960 para o seleto grupo de muscle cars da Dodge que conseguia cumprir um quarto de milha (400 metros) em menos de 14 segundos. A gíria em inglês Scat poderia ser traduzida em português como sair em disparada ou vazar. Obviamente, os números de hoje são melhores do que há 60 anos, mas surpreendentemente, não muito. A nova geração do Scat Pack cumpre a tarefa em 12,1 s.
Esta oitava geração do Charger foi apresentada em 2024 com uma versão 100% elétrica, que mesmo tendo 679 cv e sendo o mais rápido da história (0-400 em 11,5 s), não teve nenhum sucesso. Desde o início, no entanto, a empresa já considerava o lançamento da versão a gasolina, o que aconteceu em meados do ano passado. Eram duas motorizações, com base no Sixpack 3.0 biturbo Hurricane de seis cilindros em linha, o R/T com 426 cv e o Scat Pack com 558 cv e 73,4 kgfm.
O bloco de 3.0 litros, configurado na versão High Output, traciona as quatro rodas e é gerenciado por uma transmissão automática de 8 marchas. O Scat Pack é o único muscle car no mundo com sistema de tração integral, o que o torna mais seguro e dinâmico em curvas e condições adversas de estrada. Mas para agradar quem quer a sensação da tração traseira, o sistema tem uma programação para enviar toda a potência para o eixo posterior, como reza a tradição dessa família de esportivos.
A Dodge promete uma aceleração de zero a 100 km/h em 3,9 segundos, com velocidade máxima de 285 km/h. O modelo também possui seis modos de condução: Auto/Eco/Sport/Snow-Wet/Valet/Custom; escapamento duplo com válvula ativa, freios a disco ventilados nas quatro rodas, com pinças Brembo de seis pistões para o eixo dianteiro. Ele traz uma programação eletrônica Line Lock integrada, na qual os freios dianteiros são ativados para o burnout – queimar os pneus traseiros antes da arrancada, além do Launch Control. A ideia é vazar o mais rápido possível.
Primeiras impressões
Experimento histórico
A Dodge aproveitou os 60 anos do modelo para fazer uma viagem pela história do Scat Pack – com direito à exibição de um modelo original impecável de 1966. Só depois disso, foi possível assumir o volante deste cupê. Ele traz elementos inspirados nos modelos mais emblemáticos, de 1966 e 1968, incluindo a clássica linha do ombro do eixo traseiro, que marca a cintura do carro.
Algumas voltas no traçado sinuoso do Mexico Drive Resort deixam evidente o bom trabalho do chassi, da suspensão e da tração integral. Todos esses elementos funcionam para divertir quem está ao volante e se sentir um ótimo piloto. Os freios fazem bem seu trabalho, enquanto os controles eletrônicos permitem abusar um pouco do esportivo. Enquanto isso, o turbo funciona de forma precisa para liberar toda a potência disponível ao pressionar o acelerador.
Como nesses carros, o espaço dos bancos dianteiros é amplo, embora a posição de direção seja um pouco alta, não há a sensação de pernas paralelas ao chão com em um esportivo no estilo europeu. Em contraste, o volante tem ótima pega e a direção é bastante comunicativa. No geral, o Scat Pack é uma grande obra de engenharia, com elementos retrô e muito estilo. É um daqueles modelos feitos para viajar e adicionar quilômetros no odômetro. Além disso, com mais de mil litros de capacidade no porta-malas, a bagagem não será um problema para dominar a estrada.




















