Reportagem
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Mato Grosso do Norte
Com a chegada de um novo ano, muitos brasileiros aproveitam o momento para rever planos e reorganizar suas prioridades. Entre as resoluções mais comuns está o desejo de colocar as finanças em ordem e iniciar 2026 com mais tranquilidade.
O que muita gente não percebe, no entanto, é que esse processo passa menos por grandes mudanças e mais pela revisão de decisões cotidianas que, acumuladas ao longo do tempo, comprometem o orçamento.
De acordo com Sérgio Batista, as dificuldades financeiras nem sempre estão ligadas apenas à renda, mas à forma como o dinheiro é administrado no dia a dia. Pequenas escolhas repetidas ao longo dos meses podem gerar impacto significativo no equilíbrio financeiro das famílias.
“Na prática, muitas pessoas acreditam que precisam de soluções complexas para melhorar a vida financeira, quando, na verdade, rever comportamentos cotidianos já faz uma grande diferença”, afirma Sérgio.
Alguns comportamentos podem ser repensados para abrir espaço para uma gestão financeira mais consciente no novo ano.
“Um dos principais pontos de atenção é assumir compromissos financeiros sem avaliar o efeito nos meses seguintes. Parcelamentos frequentes e decisões tomadas sem planejamento acabam reduzindo a renda disponível e limitando escolhas futuras. Antes de qualquer contratação, é importante entender como aquele gasto vai impactar o orçamento nos próximos meses. Planejamento é o que garante previsibilidade e tranquilidade”, reforça Batista.
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Outro comportamento comum é não acompanhar de perto os próprios gastos. Muitas pessoas sabem quanto ganham, mas não monitoram com clareza para onde o dinheiro vai.
“Ter visibilidade das despesas ajuda a identificar excessos e a corrigir rotas rapidamente. Não precisa ser nada sofisticado, o importante é criar o hábito”, explica o gerente.
Também merece atenção o costume de deixar recursos parados sem rendimento. Guardar dinheiro é essencial, mas buscar alternativas seguras que preservem o valor ao longo do tempo contribui para maior proteção financeira, especialmente diante de imprevistos.
O consumo por impulso é outro fator que pesa no orçamento. Compras feitas por emoção ou conveniência tendem a gerar arrependimento e dificultam o planejamento. Pequenas pausas antes de decidir uma compra ajudam a evitar decisões precipitadas e favorecem escolhas mais conscientes.
Por fim, mudanças financeiras não dependem apenas de grandes viradas ou aumento de renda. “O equilíbrio financeiro é construído no dia a dia. Ajustes simples, feitos de forma consistente, têm potencial de transformar a relação das pessoas com o dinheiro ao longo do tempo”, conclui Sérgio Batista.










