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Entrevistas Sexta-feira, 11 de Setembro de 2026, 14:22 - A | A

11 de Setembro de 2026, 14h:22 - A | A

Entrevistas / CINCO PERGUNTAS

Bagagem musical

Junior estreia na função de mentor em “Estrelas da Casa”

Foto: Divulgação

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Caroline Borges/TV Press

Se talento fosse suficiente, montar um grupo musical seria apenas uma questão de reunir bons integrantes. Mas a experiência mostra que a conta é bem mais complicada. Não à toa, Junior ser muito cuidadoso em suas decisões e passos ao longo da atual temporada de “Estrelas da Casa”. Como mentor do reality musical, ele terá a missão de acompanhar não apenas o potencial individual dos participantes, mas também aquilo que não aparece em uma ficha técnica: a química, a conexão e a capacidade de fazer o outro brilhar. “Eu venho de uma família que já vive isso há muito tempo”, afirma.               

Com 37 de carreira aos 42 anos de vida, Junior chega ao programa com esta bagagem construída entre estúdios, palcos e bastidores. Filho de dois artistas, ele cresceu observando de perto os mecanismos da música e diz confiar muito na própria sensibilidade para identificar o que pode ser aprimorado. Agora, diante de uma geração que canta, dança e busca seu espaço, ele assume um papel que mistura afeto e cobrança. “Tenho uma certa bagagem. É inevitável que fui absorvendo muitas experiências ao longo do tempo”, aponta.               

Tenho uma certa bagagem. É inevitável que fui absorvendo muitas experiências ao longo do tempo

Com o pai, Junior diz ter vivenciado a rotina de estúdio e a relação com os fãs. Com a mãe, acompanhou o dia a dia dos palcos e de toda a preparação de bastidores. Com isso, ele acredita que para as coisas foram acontecendo de forma natural, porque trazia a bagagem deles e ficava muito atento aos toques que eles davam. “Não sou um artista de muitas regras, sou muito do feeling, mas consigo identificar com facilidade os pontos que podem ser aprimorados. Acho que tenho esse olhar de forma bem natural”, valoriza.

P – De que forma você direcionou seu olhar nas primeiras seleções?

R – Fui em busca da qualidade artística individual de cada um. Logo depois, quis perceber a capacidade de dividir isso com outras pessoas, de se conectar com quem está no palco e de criar química.

P – Quais são os principais percalços nessa jornada como mentor?

R – Talvez o público imagine que seja encontrar bons talentos individuais, mas, para mim, o mais difícil é justamente aquilo que não conseguimos medir: a química. É entender como essas pessoas funcionam cantando juntas, visualmente, nas vozes, se elas se complementam ou se têm características parecidas. Encontrar esse equilíbrio é a parte mais complicada.

P – Qual perfil você tem adotado no programa?

R – Não sou muito durão, tenho o coração mais mole e tendo a ir pelo amor. Mas também sou bastante exigente e sei muito sobre esse assunto. Tenho um papel a cumprir, que é selecionar as pessoas até chegar a um grupo ideal. Então sou profissional e exigente, como sou com o meu trabalho.

P – O que faz você acreditar que esta edição pode revelar grandes nomes da música brasileira?

R – Estou levando todo esse trabalho muito a sério. Acredito que temos chance de sair desse programa com grandes artistas e grandes vozes. Temos participantes que dançam e cantam muito bem e que são interessantes.

P – O que mais empolgou você quando conheceu o formato desta edição?

R – A dinâmica está diferente. A proposta de montar um grupo pop foge do que já foi feito. Se eu não estivesse participando, ia querer participar. Vamos acompanhar a construção desses artistas, tanto na lapidação individual quanto no desenvolvimento deles como grupo.

 

"Estrelas da Casa" – De segunda a domingo, às 22h30, na Globo.

 

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