Caroline Borges/TV Press
Belo conhece de perto os desafios de construir uma carreira em grupo. Afinal, antes de se tornar um dos principais nomes do pagode, ele viveu a rotina de uma formação coletiva e as relações intensas que vêm com ela. Agora, no posto de mentor do “Estrelas da Casa”, transforma essa experiência em ferramenta para orientar artistas que chegam ao programa com histórias e características bastante diferentes entre si. “Eu costumo comparar a formação de um grupo a uma família. Você acaba passando mais tempo com essas pessoas do que com muitos amigos”, afirma.
Mais do que ensinar sobre música, Belo acompanha a construção de uma identidade conjunta, algo que considera fundamental para que o grupo consiga seguir adiante depois da competição. A missão também ganha um significado especial para o cantor, que começou sua própria trajetória em 1990 e agora vê um programa da Globo apostar novamente na formação de um grupo de pagode. “Eu me sinto lisonjeado e muito feliz em ter um programa como ‘Estrelas da Casa’ lançando um grupo de pagode. Eu estou voltando a 1990, quando eu comecei toda a minha história”, valoriza.
Eu me sinto lisonjeado e muito feliz em ter um programa como ‘Estrelas da Casa’ lançando um grupo de pagode
P – Como tem sido a experiência no “Estrelas da Casa”?
R – Com certeza, eles tão conhecendo um outro lado do Belo (risos). Mas, mesmo que seja para puxar a orelha, eu tenho calma e paciência. Sempre foi assim minha vida inteira. Eu sou um cantor do amor, dou coisas do coração, então sempre tive muita calma nas coisas que estou fazendo.
P – Qual é o principal desafio de formar um grupo de pagode a partir de artistas com trajetórias tão diferentes?
R – O “Estrelas da Casa” traz um desafio que é cada cantor ter uma característica. Temos compositores, cantores e artistas com perfis muito distintos; juntá-los para formar um grupo de pagode é um grande desafio. É algo inédito. Eles entram na competição já sabendo que vão fazer parte de um grupo, e isso faz diferença. Ao longo do processo, eles também percebem que tudo é construído para funcionar coletivamente.
P – Qual o maior desafio de construir uma carreira num grupo?
R – Eu costumo comparar a formação de um grupo a uma família. Você acaba passando mais tempo com essas pessoas do que com muitos amigos. Também tem um pouco de casamento porque é uma convivência intensa. Na estrada, muitas vezes, você fica 24 horas por dia junto. Tem de saber manter a harmonia.
P – E como conseguir isso?
R – O primordial para manter a harmonia e ter uma escuta sempre muito aberta. Ouvir a opinião dos outros amigos. Vai ser difícil, mas eu acho que agora, com as redes e tudo que temos na mão, se torna um pouco mais fácil.
P – Existe alguma característica que você considera essencial para o sucesso de um artista?
R – Acho que o carisma faz diferença. Tem coisas que nascem com a pessoa. Mas isso não significa que alguém sem tanto carisma não possa ter sucesso. Não existe uma fórmula, uma regra. No fim das contas, perseguir o próprio sonho e lidar com a sua verdade já é um grande diferencial.
“Estrelas da Casa” – Globo - de segunda a domingo, às 22h30.










