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Entrevistas Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, 14:13 - A | A

25 de Setembro de 2026, 14h:13 - A | A

Entrevistas / CINCO PERGUNTAS

Em construção

Guilherme Piva vai nos detalhes para compor o Edvaldo, de “Quem Ama Cuida”

Foto: Divulgação

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Caroline Borges/TV Press

Em “Quem Ama Cuida”, Guilherme Piva encontrou em Edvaldo um personagem que vai muito além da função que ocupa na história. Entre humor, delicadeza e relações construídas a partir do afeto, o ator aposta em uma composição cheia de pormenores e referências, desenvolvida também a partir de conversas com profissionais que exercem funções semelhantes na vida real. O trabalho ganhou ainda novas camadas com a sintonia do elenco e com a possibilidade de incorporar pequenas descobertas durante as gravações. “Eu gosto muito de característica. Criar um personagem, desenvolver”, aponta.         

Eu gosto muito de característica. Criar um personagem, desenvolver

      

A novela também marca um reencontro de Piva com um universo que conhece há décadas. Depois de 30 anos de sua estreia na televisão, em “Xica da Silva”, o ator volta a trabalhar com o autor Walcyr Carrasco, em uma trajetória que começou no teatro e se expandiu para diferentes linguagens. Paralelamente à televisão, ele segue ligado aos palcos, onde dirige e atua, enquanto mantém uma rotina de cuidados que inclui musculação, meditação e cerâmica. “Eu amo me cuidar”, afirma.

P – Você diz que construiu o Edvaldo a partir de muitas referências. Como você chegou a ele?

R – Eu revi “Downton Abbey” inteiro, porque achei que tinha muito a ver e a Amora (Mautner, diretora) também achava. A gente também teve muita conversa com alguns mordomos, que cuidam de pessoas bilionárias. Eles realizam coisas impossíveis. Então fui trazendo essas referências para a novela. Teve também um questionário que me ajudou muito a desenvolver o personagem. E fui colocando coisas minhas, que eu uso no cotidiano, para dar mais beleza a ele.

P – O que mais chama sua atenção na construção do Edvaldo ao longo da novela?

R – Eu acho que ele tem um trilho, um caminho de ética e de cuidados. Ele ultrapassa os próprios limites, tem de aguentar certas coisas, mas não perde o ritmo. Ele está firme nesse caminho. E eu gosto dessa coisa de criar um personagem, desenvolver, encontrar essas características.

P – Você começou no teatro e estreou na televisão há 30 anos. O que aquela primeira novela deixou em você?

R – “Xica da Silva” foi muito importante para mim. Foi minha primeira novela com o Walcyr, e ele foi muito importante na minha vida. Até hoje eu uso coisas que ele me ensinou. Quando fui fazer a novela, eu tinha medo de não funcionar na televisão, porque vinha do teatro e era muito expansivo. E ele me disse: “Quanto maior a composição, maior a verdade”. Isso é uma coisa que eu levo até hoje: o ensinamento e o olhar, mudar o olhar. Sempre.

P – Mesmo com a rotina da novela, você continua ligado ao teatro. Como tem sido conciliar essas duas frentes?

R – Estou com “Visitando o Sr. Green”, que eu dirijo e que eu amo. A peça ficou seis meses em São Paulo e agora estamos no Rio de Janeiro, até o final de setembro. Também estou começando a dirigir um monólogo. É uma loucura, mas eu gosto muito. O teatro continua sendo uma parte muito importante do meu trabalho.

P – Você também falou sobre cuidar mais de si. O que entrou na sua rotina nos últimos anos?

R – Eu malho todo dia e gosto muito. Faço isso há uns três ou quatro anos e me faz muito, muito bem. Faço cerâmica, estou quase dizendo que está virando um plano A, de tanto que gosto. Medito todos os dias, desde 2015. Também adoro cuidar da minha casa e estar com meus amigos. Com novela, ainda mais nesse volume, fica mais difícil, mas sempre consigo um pouquinho de alguma coisa que faça bem para a minha saúde.

 "Quem Ama Cuida" – Globo – de segunda a sábado, às 21h20.

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