G1
Nem tudo são flores na Mercedes. Se o bicampeonato mundial e o reinado quase que absoluto de seus dois pilotos, Lewis Hamilton eNico Rosberg, poderiam dar a impressão de que tudo vai bem na equipe inglesa, uma crise se avizinha com o fim da atual temporada. Ao menos é o que noticia o jornal britânico "The Times" dizendo que, nos bastidores, a equipe vive um grande problema interno e que há chance de que o presidente não-excutivo da equipe, o ex-piloto Niki Lauda, deixe a escuderia no fim do ano.
Nas últimas semanas, alguns problemas envolvendo o nome de Lauda e outros membros da equipe se tornaram públicos. O primeiro é que ele estaria brigado com o piloto Nico Rosberg após defender Hamilton nas largadas de Suzuka e Austin. Em entrevista ao jornalista Livio Oricchio, o alemão desconversou sobre o assunto e disse que o presidente não-executivo da equipe fala "certas coisas, mas não é a pessoa designada para isso".
Além de um problema com Rosberg, Niki Lauda também não estaria vivendo um bom relacionamento com Toto Wolff, diretor-executivo e chefe da equipe Mercedes. Segundo a publicação, Wolff não gostou de ver Lauda conduzindo as entrevistas após o GP do México em nome da escuderia. Outro ponto de questionamento interno da Mercedes é que Niki Lauda também trabalha como comentarista de uma rede de TV alemã. O conflito de interesses entre as duas funções estaria sendo criticado.
Assim, para quem imaginava que o único conflito dentro da Mercedes seria entre os egos de seus dois pilotos, Hamilton e Rosberg, pode encarar mudanças profundas na escuderia para a próxima temporada. Uma possível saída de Lauda certamente não seria bem digerida por Hamilton, que tem um bom relacionamento com o ex-campeão mundial.









