Assessoria
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso confirmou, por meio de exame de DNA, que houve conjunção carnal entre um investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva e uma mulher que estava sob custódia na Delegacia de Sorriso . O resultado pericial aponta o servidor público como autor do crime de violência sexual.
A confirmação foi obtida após a conclusão de dois exames que se complementaram. O primeiro foi realizado pela Politec de Sorriso e o segundo, pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense de Cuiabá. O laudo final identificou o DNA do agressor em material biológico coletado da vítima.
O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, explicou que o primeiro exame foi realizado 3 dias após os fatos e, na ocasião, não foram encontrados sinais externos visíveis que caracterizassem o crime.
Porém, em novo exame, com base no material biológico coletado na vítima e do DNA do agressor, a resposta foi outra. “Com as amostras coletadas da vítima e posteriormente analisadas em laboratório, foram confirmadas a ocorrência do crime através da presença do DNA do agressor.
A Medicina Legal considera os resultados dessas análises e, somente após essa complementação, encerra as investigações periciais”, explicou o diretor.
Jaime Trevizan reforçou que a atuação da Politec é estritamente técnica e imparcial. “A instituição reitera seu compromisso com a verdade técnica, com a proteção da vítima e com a responsabilidade institucional, alertando para a importância de que documentos periciais sejam interpretados em seu contexto integral”, concluiu.
Caso
As investigações sobre o caso iniciaram na primeira quinzena de dezembro de 2025, quando a Delegacia de Sorriso recebeu requisição do Ministério Público, noticiando que uma mulher teria sido abusada sexualmente no interior da unidade policial por um investigador de polícia, enquanto estava presa.
A mulher vítima de estupro foi presa por envolvimento em um homicídio em Sorriso. No decorrer das investigações, a Delegacia de Sorriso representou pela revogação da prisão temporária, para que a investigada respondesse em liberdade até a conclusão do inquérito, que segue em andamento na unidade policial para apurar o respectivo homicídio.
A suspeita teve outro mandado de prisão preventiva expedido pelos crimes de tortura e organização criminosa. Ela encontra-se foragida.










