Jornal Mato Grosso do Norte
Durante painelernador mostra que a mudança de paradigma ambiental passa por melhor qualidade de vida no campo -
O governador Pedro Taques ressaltou nesta terça-feira (08), durante a Convenção do Clima (COP 21), em Paris, que o desenvolvimento ambiental passa pela inclusão e pela melhoria da qualidade de vida do pequeno produtor. Em Mato Grosso, que é reconhecido por ser um grande produtor nacional de commodities, o desafio é promover a inclusão de cerca de 100 mil famílias da agricultura familiar, que detêm cerca de 6 milhões de hectares de terras com índice abaixo de 5% de aproveitamento do seu potencial produtivo.
Taques participou do painel ‘Estados líderes no desenvolvimento rural de baixo carbono nas áreas rurais da Amazônia’, que contou com a presença da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e de importantes as organizações da sociedade civil, como o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e EDF (Environmental Defense Fund).
“Está geração tem muita responsabilidade com as gerações futuras. Mas é preciso garantir que a população viva bem. Temos a preocupação de conservar nossa floresta, aumentar a produção usando áreas já abertas e também fazer a inclusão social do pequeno produtor, para que trabalhe de forma sustentável e tenha uma boa renda”, explicou o governador de Mato Grosso, que é um dos estados brasileiros em destaque na COP 21.
Taques explicou que o produtor rural, sem informação e sem assistência técnica, também contribui com o desmatamento, daí surge a necessidade de fazer a inclusão social, evitando a abertura desnecessária e ilegal de novas áreas. “Mato Grosso tem 15 municípios com o maior PIB (Produto Interno Bruto) do país, mas, os demais 126 estão em uma condição de desenvolvimento econômico e social precário, falta inclusão social, sobretudo na região amazônica”.
O governador pontuou que a mudança no modelo de desenvolvimento econômico do Estado passa também por esse trabalho de educação ambiental no campo, com suporte aos pequenos para que possam produzir e ao mesmo tempo proteger o patrimônio ambiental, que é um bem durável.








