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Política Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015, 00:00 - A | A

10 de Agosto de 2015, 00h:00 - A | A

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A reunião dos seis governadores do Brasil Central, realizada na sexta-feira, 7, em Cuiabá, foi marcada pelo entusiasmo e otimismo em relação à parceria pioneira entre os estados. Os governadores destacaram como o bloco pode promover o desenvolvimento social e econômico da região, apontada como uma das mais promissoras do país. 

Para governador Pedro Taques, a reunião foi um grande passo para o fortalecimento do grupo. “Mais do que debates, iniciamos aqui a concretização desse sonho”, disse Taques, ressaltando a força política e a importância estratégica dos estados do Brasil Central. 

“Nós ajudamos muito o Brasil, agora o Brasil precisa ajudar mais os estados do Brasil Central. Imagina que nós temos um PIB [Produto Interno Bruto] que beira a R$ 800 bilhões, é muito dinheiro. Produzimos quase 50% da proteína vegetal do Brasil, temos o maior rebanho bovino, somos exportadores de energia. O investimento federal tem que ser pensado de forma estratégica. Não há um debate contra ninguém, mas é um debate de somas de forças, de união”, frisou o chefe do executivo de Mato Grosso. 

 

Um Acordo de Cooperação para o desenvolvimento sustentável da região central do país foi assinado pelos chefes do Executivo de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia e Distrito Federal durante o segundo encontro do Fórum dos Governadores do Brasil Central, realizado na sexta-feira, 7, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

O encontro contou com a participação do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger e de presidentes dos parlamentos estaduais. 

Os governadores se reuniram para discutir objetivos comuns visando o desenvolvimento econômico e social da região de forma a impulsionar as relações comerciais, a industrialização, os serviços e melhorar a qualidade de vida da população. Seis áreas prioritárias tiveram atenção especial durante o debate: agropecuária, logística, industrialização, educação, empreendedorismo e inovação. 

Entre os pontos levantados para o fortalecimento da agropecuária, que é o carro chefe da economia dos estados da região, está a assistência técnica e a estruturação das pequenas e médias propriedades. A industrialização foi destacada pelos governantes como área prioritária, por ser um setor que ainda precisa ser desenvolvido nestes Estados. A logística foi considerada um gargalo comum e necessita atenção especial, com a criação de eixos estruturantes para atender a cadeia produtiva e escoamento de grãos por meio de portos, com o foco não só rodoviário, mas também ferroviário e hidroviário. 

A educação é outra preocupação comum, considerada fator base para inovação e empreendedorismo. O ensino médio e profissionalizante com o uso de técnicas inovadoras e modernas foi debatido como ponto fundamental para o crescimento econômico dos Estados.


Para a próxima reunião, marcada para setembro em Tocantins, Azambuja pediu que os Estados apresentem um desenho dos eixos prioritários e propostas na área de infraestrutura. “Podemos sentar para discutir com o Governo Federal qual é a melhor lógica de competitividade logística para os nossos estados. Precisamos discutir com aquilo que nos dê soluções práticas, rápidas e exequíveis para não ficar só como vendedor de sonho, como vemos em alguns programas.” 
 

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