Jornal Mato Grosso do Norte
KLEVERSON SOUZA
Assessoria da Presidência
O presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), anunciou como primeiras medidas da gestão, o enxugamento da folha de pagamento, auditoria em contratos e a suspensão de pagamentos aos fornecedores por um prazo entre 30 e 60 dias.
De acordo com Maluf, as medidas são necessárias para obter um diagnóstico da situação financeira do Poder Legislativo e promover a economia dos gastos públicos.
“Como primeiras medidas, faremos a emissão de um decreto onde faremos a demissão de todos os comissionados, até que eu possa fazer a reestruturação da Casa de Leis e propor um novo quadro funcional, além de um decreto suspendendo todos os pagamentos por 60 dias, para fazer um levantamento e ter o conhecimento d a situação financeira da Assembleia Legislativa”, disse na segunda-feira, 2. .
Segundo o presidente, não se trata de abrir a ‘caixa preta’ do Legislativo, mas sim de levar informações à sociedade. “A auditoria será feita porque existem situações onde a Mesa Diretora está em dúvidas, então precisamos ouvir técnicos, essa foi uma sugestão dos demais deputados. A idéia é saber como está a situação e fazer um diagnóstico para depois propormos medidas eficazes para ter uma Casa mais moderna e próxima da sociedade”.
O quadro funcional é uma das principais dúvidas da Mesa Diretora. “Queremos saber quantos funcionários são exatamente, onde estão, como prestam serviço para a Casa de Leis. Preciso ter esse conhecimento antes de dizer a porcentagem da redução”.
A redução de gastos determinada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), deve resultar em economia de R$ 30 milhões nos dois anos de gestão. O valor economizado do duodécimo será devolvido ao Governo do Estado, com a indicação de emendas parlamentares.
“O montante será devolvido ao Governo, que tem o compromisso com a Assembleia Legislativa de que poderemos ajudar no desenvolvimento das cidades, indicando obras, ações sociais, para a reforma do Pronto-Socorro de Várzea Grande, término do Hospital Central, ações que envolvam todo o Estado. A devolução será em forma de emenda, o Poder Executivo gostou da idéia, aplicando com esse recurso que será devolvido”, afirmou Maluf.
Questionado sobre o enxugamento, o presidente da Casa de Leis estimou que 200 funcionários comissionados serão demitidos. Ao todo, a Assembleia Legislativa conta com 2,2 mil funcionários.
“A primeira etapa das exonerações deve chegar a 90 funcionários, e até o fim do mês vamos completar as demissões, o que deve gerar uma economia de R$ 2 milhões mensalmente. Estamos nos aprofundando nos dados. Temos um entendimento com a Fundação Dom Cabral, que estará em Cuiabá nessa semana, para programar a reengenharia do quadro funcional, para termos uma Assembleia Legislativa mais eficiente e mais econômica”, explicou.








