O prefeito interino de Alta Floresta, Ângelo Campos (PROS) esteve na Câmara Municipal de Alta Floresta na manhã de ontem, para entregar um relatório feito pelo Controle Interno da prefeitura, que relata diversas irregularidades que teriam sido praticadas pela administração municipal. O relatório foi entregue ao presidente da Câmara, Elói Crestani (PMDB) e também foi encaminhado para o Ministério Público Estadual. Ângelo também participou da sessão e usou a Tribuna para fazer um pronunciamento relatando a situação caótica da prefeitura.
Conforme ele, um grande número de desmandos que vem sendo praticados, além da má gestão política e negligência, levaram a prefeitura à insolvência e causaram um enorme prejuízo para a sociedade. Ângelo culpa o secretariado do prefeito afastado pela situação.
“Quem levou o Asiel a esta situação foram seus secretários que quebraram o município. Ele não sabia de R$ 2 milhões e 800 mil que de horas de maquinas que foram pagas. O Asiel confiou nestas pessoas e foi traído por elas”, disse. “O prefeito, antes de ser afastado, foi notificado 8 vezes, mas secretário de Saúde, Manoel João, não respeito a justiça e nem os médicos. Eles mentiam para o Asiel, falando que ele estava com a popularidade em alta”, acrescentou.
A saúde, de acordo com ele, é apenas uma das complicações que inviabilizam a administração municipal de Alta Floresta. “Os servidores tem que levar papel higiênico para as unidades de saúde e desde setembro que não tem licitação para compra de medicamento de alta complexidade”, disse.
Somente para cumprir liminares da saúde, o prefeito interino disse que, desde quando assumiu o cargo, já gastou R$ 60 mil. “A saúde não tem prefeito que consiga resolver”, assegura.
Aeroporto- Outro problema, conforme ele, seria o aeroporto municipal que está em vias de ser fechado porque a prefeitura não vinha atendendo as notificações da ANAC, feitas há mais de um ano ao secretário de Administração e ao próprio prefeito. Segundo ele, tem alguns itens que terá que ser resolvido com urgência, como o plano operacional, que custa R$ 85 mil.
Sem reajuste-O prefeito interino esclareceu também que a prefeitura não tem como conceder o reajuste para os servidores do município. Conforme ele, se a reposição for dada, o índice da folha de pagamento ultrapassa o limite constitucional de 54% e as contas do prefeito será novamente reprovada pelo Tribunal de Contas. “Não tem como dar a reposição e não adiante por a faca no pescoço do Asiel. Se as contas do município for reprovadas três vezes consecutivas todos os repasses da prefeitura são cortados e o município fica sem receita”, justificou. Segundo ele, a situação da prefeitura é de extrema gravidade. “A prefeitura teria que ficar fechada durante seis meses, Não tem como fazer asfalto ou qualquer obras. Quem achar que estou apelando, pode verificar na prefeitura”, disse.
O prefeito interino também criticou o deputado Romoaldo Júnior, que usou sua influência para indicar os secretários e colocar pessoas em cargos na prefeitura. “A responsabilidade é do Romoaldo que colocou esses secretários que quebraram a prefeitura. O papel do deputado é lutar pelo município na Assembleia. Eu tenho vergonha de ter pertencido a este grupo político. Prometeram asfalto nos bairro Araras, Boa Nova, Jardim das Flores e Primavera, apenas para enganar a população. Teve asfalto que foi iniciado sem ter licitação. Se alguém me mostrar uma obra importante do Romoaldo em Alta Floresta eu renuncio o meu mandato”, disparou Ângelo.
Ângelo afirmou que não pertence mais a nenhum grupo político de Alta Floresta. “Eu tenho vergonha de ter pedido votos para estas pessoas, para este grupo político que faliu o município. Em 5 meses eu descobri que a Maria Maria Izaura estava certa quando falava que esses grupo político é de gente pequena e medíocre, que desvia cesta básica até a esquemas de muito dinheiro”, acentuou.
Por último, disse que quer a volta do Asiel, pois acredita que foi Deus quem pós ele na prefeitura. “Eu já protocolei no fórum a comunicação que cumpri o que foi intimado a fazer. O Asiel tem que voltar. E precisa do apoio da Câmara Municipal. Mas não aceito que ele mude nada do que eu fiz. Se ele desfazer, e se eu for convocado novamente, não tomo posse. E ai a situação fica para a Câmara resolver. Por que renunciou”, assegurou.
Devolução – Ângelo assegurou que se permanecer na prefeitura irá exigir que os culpados pelo pagamento de R$ 2 milhões e 800 mil de horas de trabalho de máquinas na prefeitura seja devolvidos para os cofres. Públicos. Além disso, ele também defende a prisão dos responsáveis.
José Vieira do Nascimento Editor MT Norte








