O prefeito de Peixoto de Azevedo Dr. Sinvaldo Brito (PSD) está preocupado com a queda brusca no repasse de FPM- Fundo de Participação dos Municípios- que está impactando as finanças das prefeituras. Conforme ele, o município de Peixoto recebia R$ 1, 2 milhão e está recebendo apenas R$ 800 mil, uma queda de R$ 400 mil ao mês, que equivale a 30%.
“Além do FPM os outros impostos como ISSQN, IPTU e ICMS também sofrem queda porque a população está comprando menos. Nós ainda estamos pagando a folha, mas tem prefeituras que pagam os funcionários com a receita do mês subseqüente”, observou o prefeito.
Dr. Sinvaldo acentua que mesmo com esta vertiginosa queda em suas receitas, os municípios tem uma série de responsabilidades para cumprir. Ele cita os casos de reposição salarial, saúde da Família- que o governo federal repassa R$ 11 mil e a prefeitura tem que gastar R$ 35 mil- transporte escolar, que 40 a 50% fica para as prefeituras pagar, além da compra de merenda escolar, Planos de Cargos, Carreira e Salários- PCCS- 60% do Fundeb e os 25% de todos os valores que entram no caixa da prefeitura que são destinados a Educação.
Diante deste quadro, o prefeito vai se reunir com os secretários e equipe de governo para discutir medidas de cortes de gastos na administração municipal. “Pagar o décimo terceiro salário vai ser um desafio para a prefeitura de Peixoto de Azevedo e está difícil fechar a conta. Com o governo federal contingenciando tudo, vejo o futuro com reserva e muita preocupação. O caminho é os municípios quebrarem, principalmente porque o pacto federativo é muito injusto com as prefeituras. O município recebe apenas 15% do bolo e o cidadão mora no município, que tem que atendê-lo”, reclama,
Na opinião do prefeito, a crise se agrava ainda mais, porque o governo federal não está fazendo os repasses das obras que estão em fase de execução. Em conseqüência disto, uma grande quantidade de obras nos municípios estão paralisadas. Outro agravante é que as emendas parlamentares são cada vez menos, o que prejudicam ainda mais a situação dos municípios.
“Peixoto de Azevedo tem uma situação singular. Temos um distrito, que é o União do Norte, que é maior do que muitos municípios do Estado, com 12 mil habitantes. Somente lá temos 2.500 alunos na rede pública de educação. E nossa malha viária é muito grande”, enfatiza Dr. Sinvaldo.








