Jornal Mato Grosso do Norte
José Vieira do Nascimento Editor MT Norte
O Hospital Regional de Alta Floresta poderá voltar a ser administrado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde, se o governo estadual der garantias de que os recursos para sua manutenção serão repassados sem atraso. Além disso, os prefeitos realizaram um estudo de levantamento de custo, e concluíram que serão necessários R$ 2, 7 milhões mensais para manter o funcionamento adequado do hospital.
O presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde, prefeito de Paranaíta, Tony Rufatto (PMDB), falou com exclusividade à Mato Grosso do Norte, e disse que o governo estadual fez uma contraproposta de redução de 30% no valor apresentado pelos prefeitos para o funcionamento do hospital. Com isto a contraproposta do governo é de um repasse de R$ 1 milhão e 890 mil.
No entanto, os prefeitos dos municípios de Alta Floresta, Paranaíta, Carlinda, Apiacás, Nova Monte Verde e Nova Bandeirantes, estiveram reunidos na segunda-feira, 6, e encaminharam um oficio ao governo estadual, afirmando que só aceitam administrar o hospital se for repassado o valor de R$ 2, 7 milhões.
“Com menos não dá para manter o hospital em funcionamento. Esse valor foi levantado através de um conselho gestor que fez uma planilha de custo para o hospital ter um funcionamento bom para a população. Se o governo aceitar, temos interesses em gerir o hospital através do consórcio de saúde, porque se permanecer com empresa particular, visa-se o lucro. E nos queremos atender bem a população”, analisa Tony Rufatto.
Dos seis prefeitos da região, apenas o de Alta Floresta, Asiel Bezerra, e de Nova Bandeirantes, Solange Kreidloro, são contra o hospital voltar a ser gerido pelo consórcio intermunicipal de Saúde. Conforme Tony, eles temem que o governo atrase os pagamentos para o consórcio e os municípios sejam obrigados a arcar com os custos do hospital.
“Todos nós temos esta preocupação. Queremos ser parceiros do governo estadual e se for mantido o repasse que mencionamos, vamos aceitar a proposta do governo de o hospital ser administrado pelo consorcio. Queremos apenas ter segurança para não haver atraso no salários dos médicos e dos servidores, além das demais despesas que envolvem o funcionamento do Hospital”, assegura o prefeito de Paranaíta.








