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Política Quarta-feira, 08 de Abril de 2015, 00:00 - A | A

08 de Abril de 2015, 00h:00 - A | A

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Professores protestam e continuam em greve



Reportagem MT Norte

Perto de completar um mês de paralisação, profissionais da Educação continuam em greve em Alta Floresta e não existe até agora, perspectiva de quando haverá um entendimento entre o Sintep e a prefeitura para encerrar o movimento.

Na manhã de ontem, durante sessão ordinária do poder  Legislativo, professores da Rede Municipal de Educação lotaram o plenário da Câmara Municipal para protestar. Uma das líderes da categoria, Iurmali Teixeira, assegurou que a greve vai continuar até que as reivindicações sejam atendidas. No entanto, disse que a categoria está aberta ao diálogo para as propostas da administração municipal.

De acordo com ela, no dia 10 haverá uma audiência de conciliação no TJ MT para discutir a possibilidade de um acordo. “A prefeitura entrou na justiça pedindo a ilegalidade da greve, mas  a ação foi rejeitada.  A justiça orientou que seja realizada esta audiência de conciliação, e vamos participar”, disse Iurmali.

Segundo ela, a prefeitura havia solicitado à justiça, além da ilegalidade da greve, multa diária de R$ 5 mil para cada profissional da Educação. “Não vamos nos intimidar. E a greve vai continuar até que sejamos atendidos”, observou.

Iurmarli  disse que a greve dos professores já resultou em  conquista para a categoria. Conforme ela, o Ministério Público notificou a prefeitura para que faça concurso público para a contratação de professores e a prefeitura irá abrir o edital no dia 15 de abril.

O presidente da Câmara de Alta Floresta, Elói Crestani (PMDB), lamentou  o fato de ainda não ter havido um entendimento, frisando o prejuízo para os alunos das escolas da rede municipal de Educação, que não estão freqüentando a escola em função da greve. Ele colocou a Câmara Municipal a disposição dos professores para ajudar  no diálogo com a administração municipal.

Sobre a  proposta de fechamento da pauta de votação da Câmara Municipal, o presidente disse que  é favorável se a Lei Orgânica e o Regimento Interno permitir.  “Tem que haver um entendimento. É  lamentável  o que vem ocorrendo porque  temos que pensar nos alunos. A Câmara fará o possível para ajudar”, disse Elói.

O líder do prefeito na Câmara Municipal, vereador Lau, negou que a prefeitura tenha entrado com ação na justiça para que a greve seja considerada ilegal e os professores multados em R$ 5 mil diário.

“O prefeito Asiel reconhece as reivindicações dos professores e já apresentou três propostas, que não foram aceitas pela categoria. Não existe ação na justiça contra os professores oferecida  pela prefeitura. O prefeito está aberto a negociação e quer resolver”, acentua o vereador.

 

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