Reportagem MT Norte
Perto de completar um mês de paralisação, profissionais da Educação continuam em greve em Alta Floresta e não existe até agora, perspectiva de quando haverá um entendimento entre o Sintep e a prefeitura para encerrar o movimento.
Na manhã de ontem, durante sessão ordinária do poder Legislativo, professores da Rede Municipal de Educação lotaram o plenário da Câmara Municipal para protestar. Uma das líderes da categoria, Iurmali Teixeira, assegurou que a greve vai continuar até que as reivindicações sejam atendidas. No entanto, disse que a categoria está aberta ao diálogo para as propostas da administração municipal.
De acordo com ela, no dia 10 haverá uma audiência de conciliação no TJ MT para discutir a possibilidade de um acordo. “A prefeitura entrou na justiça pedindo a ilegalidade da greve, mas a ação foi rejeitada. A justiça orientou que seja realizada esta audiência de conciliação, e vamos participar”, disse Iurmali.
Segundo ela, a prefeitura havia solicitado à justiça, além da ilegalidade da greve, multa diária de R$ 5 mil para cada profissional da Educação. “Não vamos nos intimidar. E a greve vai continuar até que sejamos atendidos”, observou.
Iurmarli disse que a greve dos professores já resultou em conquista para a categoria. Conforme ela, o Ministério Público notificou a prefeitura para que faça concurso público para a contratação de professores e a prefeitura irá abrir o edital no dia 15 de abril.
O presidente da Câmara de Alta Floresta, Elói Crestani (PMDB), lamentou o fato de ainda não ter havido um entendimento, frisando o prejuízo para os alunos das escolas da rede municipal de Educação, que não estão freqüentando a escola em função da greve. Ele colocou a Câmara Municipal a disposição dos professores para ajudar no diálogo com a administração municipal.
Sobre a proposta de fechamento da pauta de votação da Câmara Municipal, o presidente disse que é favorável se a Lei Orgânica e o Regimento Interno permitir. “Tem que haver um entendimento. É lamentável o que vem ocorrendo porque temos que pensar nos alunos. A Câmara fará o possível para ajudar”, disse Elói.
O líder do prefeito na Câmara Municipal, vereador Lau, negou que a prefeitura tenha entrado com ação na justiça para que a greve seja considerada ilegal e os professores multados em R$ 5 mil diário.
“O prefeito Asiel reconhece as reivindicações dos professores e já apresentou três propostas, que não foram aceitas pela categoria. Não existe ação na justiça contra os professores oferecida pela prefeitura. O prefeito está aberto a negociação e quer resolver”, acentua o vereador.








