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Política Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2015, 00:00 - A | A

11 de Dezembro de 2015, 00h:00 - A | A

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Projeto que cancela restos a pagar gera polêmica em Peixoto

Jornal Mato Grosso do Norte



Dois projetos de autoria do executivo municipal, que estão em tramitação na Câmara de vereadores, estão gerando polêmica em Peixoto de Azevedo. Em um projeto, a prefeitura solicita da Câmara Municipal, autorização para uma suplementação de 17% do valor do orçamento, o equivalente a R$ 9 milhões.
Na outra matéria, o executivo pede autorização à Câmara Municipal para cancelar débitos de restos a pagar dos anos de 2008 a 2014, no valor de R$ 944, 598, 40 (novecentos e quarenta e quatro mil, quinhentos e noventa e oito e quarenta centavos).
O vereador Eduardo da Farmácia afirmou que irá votar contra o projeto de cancelamentos das dívidas, porque não concorda com seu teor. “Quem vendeu tem o direito de receber. Muitos empresários da cidade estão preocupados e eu vou estudar o projeto para entende-lo e saber explicar corretamente o que vai acontecer”, disse.
Para o vereador, apesar de a prefeitura argumentar que os fornecedores irão receber, e que muitos processos estão na justiça, será difícil que os débitos sejam pagos na atual gestão. “2016 é o último ano da administração e é bem provável que a prefeitura irá ficar protelando e não pague. Eu voto contra!”, afirmou.
Sobre a suplementação, Eduardo disse que está analisando, junto com a vereadora Josivânia sobre o projeto. “Vou analisar e ainda não decidi. O valor da suplementação que o prefeito está pedindo é muito alto”, observou.
O presidente da Câmara Municipal, Joranir Soares (PSD) afirmou que é favorável aos projetos porque ambos são fundamentais para o bom andamento da administração municipal. A suplementação, conforme ele, é para pagar o salário e o 13º dos funcionários.
Sobre o cancelamento dos débitos, ele disse que também é favorável. “O município tem que pagar, mas tem as prioridades como combustível, recuperação de pontes e estradas para evitar isolamentos de moradores e a própria saúde. O município não consegue pagar tudo porque houve queda na arrecadação”, frisa Joranir.
Conforme ele, o município de Peixoto não recebe desde o mês de agosto, os valores do imposto que incide sobre a comercialização de ouro. O valores que a prefeitura tem para receber, segundo ele, é de R$ 1 milhão. “O governo federal não fez este repasse e o município enfrenta dificuldades. Mas acredito que nenhum credor da prefeitura será prejudicado”, disse o presidente da Câmara. 
O vereador Roberto Goiano também declara seu voto a favor dos projetos do Executivo Municipal. “A suplementação é para pagar os salários e o 13º dos funcionários do município. Só a folha é R$ 6 milhões”, disse o vereador.
Sobre o cancelamento dos restos a pagar, Roberto disse que depois a prefeitura irá fazer um novo empenho. “Voto a favor dos projetos não porque sou da base do prefeito, mas porque sou um vereador que conheço e sei da minha obrigação, sei das necessidades e sou consciente. A prefeitura irá formalizar esta situação e acredito que nenhum credor será prejudicado”, assegurou.
Outro lado- O prefeito Dr. Sinvaldo Brito afirmou que os empenhos que serão cancelados são da administração anterior, que eram inconsistentes e legalmente não poderiam ser pagos. Por isso, os credores acionaram a justiça e o pagamento depende da decisão do juiz.
“A prefeitura tem que zerar estes débitos. Não é um calote. São dívidas da administração anterior que não havia legalidade para a prefeitura efetuar o pagamento. Se houver reclamações, estamos abertos para conversar e, se for o caso, fazer um novo empenho”, observou o prefeito.

Entretanto, ele afirma que como a maioria dos casos foram para a justiça, o pagamento é determinação pelo juiz. “Cerca de 1% da receita liquida do município é destinada ao pagamento de precatórios. Conforme a justiça for determinando, iremos fazer o pagamento. Os o cancelamento está ocorrendo justamente porque a prefeitura não tinha legalidade para pagar”, explicou o prefeito.
Sobre a suplementação, o prefeito afirma que já ela é necessária para o pagamento do salário e do 13º salário dos servidores. “Se ela não for aprovada, não temos como pagar os funcionários”, frisou.

 

 

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