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Política Quarta-feira, 11 de Março de 2015, 00:00 - A | A

11 de Março de 2015, 00h:00 - A | A

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Requerimento para criação de Comissão Processante não passa pela Câmara



Requerimento que instalaria uma Comissão Processante para investigar supostas irregularidades da administração de Alta Floresta, não passou ontem na votação da Câmara Municipal, sendo derrubado   pelo placar de 7 votos favoráveis e 4 contra. 

O Requerimento era de autoria da vereadora Elisa Gomes, Paulo Jiló, Oslen Dias (Tuti) e Bernardo Patrício.  Votaram contra os vereadores Elói Crestani, Dr. Charles Miranda, Emerson Macho e Lau da Rodoviária. E pela a aprovação, os vereadores Oslen Dias, Dida Pires, Mendonça, Rogério Colicchio, Elisa Gomes, Bernardo Patrício e Paulo Jiló. Também foi rejeitado o Requerimento que pedia o afastamento do prefeito Asiel Bezerra, através de solicitação ao Ministério Público por 180 dias. Os Requerimentos para investigar os vereadores Rogério e Elisa também foram rejeitados.

A sessão de ontem foi marcada por muitas polêmicas entre vereadores que eram contra e os que eram a favor da criação da Comissão. No entanto,  a decisão de ontem do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que reconduz o prefeito Asiel Bezerra ao cargo, acabou influenciado a votação do Requerimento.

O vereador Mendonça (PSC), apesar de pertencer a base do prefeito Asiel Bezerra, votou pela aprovação do Requerimento. Conforme ele, a apuração dos fatos é uma forma de provar a inocência do prefeito Asiel Bezerra. “OAsiel é digno e tenho certeza que ele não pegou o dinheiro do Município. Mas quem pegou terá que pagar. É por isso que defendo as investigações”, disse.

O vereador Lau da Rodoviária (PSD) colocou dúvida sobre a seriedade do relatório da Controladoria da prefeitura de Alta Floresta, que aponta as irregularidades contra a administração. Ao Vereador Rogério Colicchio, ele questionou seu posicionamento de defesa  sobre as denúncias, sendo que o mesmo Controlador  também o denunciou por suposto desvio de recursos da merenda escolarquando o mesmo era secretário de Educação do município.

“Se o que o relatório que ele assinou é sério, o que ele denunciou contra o senhor também é serio”, disse Lau, se referindo   ao colega parlamentar.
Tendo sua fala interrompida  por vaias do público presente diversas vezes,   Lau votou contra o Requerimento e  defendeu o prefeito Asiel. Ele disse que a criação da Comissão não poderia ser vinculada ao afastamento do prefeito do cargo. “O Asiel foi eleito para ser prefeito até no final de 2016”, enfatizou Lau.

O vereador Oslen Dias, o Tuti, (PSDB) lamentou a rejeição do Requerimento, afirmando ser uma pena a Câmara não investigar as irregularidades apontadas nas denúncias do Relatório da Controladoria da prefeitura. Mas disse que a Câmara iria fazer  as mesmas investigações que deverão ser feitas pelo Ministério Público.

O Vereador Emerson Machado (PMDB) foi claro ao afirmar que não votou a favor da aprovação da Comissão Processante porque, caso fosse aprovado, o prefeito Asiel Bezerra estaria afastado por 6 meses. “O que eu não concordo é com o afastamento do Asiel. Temos que achar uma maneira de chamar todos os envolvidos para dar explicação. Não é justo criar a comissão para investigar e já dá a sentença”, disse.

Para o vereador Charles Miranda, criar a comissão e já afastar o prefeito seria pular uma etapa, condenando Asiel Bezerra, antes mesmo dele ser investigado. “Não houve nem a investigação e já querem dar a sentença. Meu voto é contra porque no futuro posso me arrepender”, observou.

Ele também disse que Alta Floresta não pode permanecer nesta instabilidade  política porque afasta os investimento. “O Asiel tem que mudar o seu modelo de gestão e eu acredito nele”, disse o vereador, que entregou a liderança do prefeito e anunciou que estará de licença por 60 dias da Câmara Municipal.

 

Reportagem/MT Norte

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