Requerimento que instalaria uma Comissão Processante para investigar supostas irregularidades da administração de Alta Floresta, não passou ontem na votação da Câmara Municipal, sendo derrubado pelo placar de 7 votos favoráveis e 4 contra.
O Requerimento era de autoria da vereadora Elisa Gomes, Paulo Jiló, Oslen Dias (Tuti) e Bernardo Patrício. Votaram contra os vereadores Elói Crestani, Dr. Charles Miranda, Emerson Macho e Lau da Rodoviária. E pela a aprovação, os vereadores Oslen Dias, Dida Pires, Mendonça, Rogério Colicchio, Elisa Gomes, Bernardo Patrício e Paulo Jiló. Também foi rejeitado o Requerimento que pedia o afastamento do prefeito Asiel Bezerra, através de solicitação ao Ministério Público por 180 dias. Os Requerimentos para investigar os vereadores Rogério e Elisa também foram rejeitados.
A sessão de ontem foi marcada por muitas polêmicas entre vereadores que eram contra e os que eram a favor da criação da Comissão. No entanto, a decisão de ontem do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que reconduz o prefeito Asiel Bezerra ao cargo, acabou influenciado a votação do Requerimento.
O vereador Mendonça (PSC), apesar de pertencer a base do prefeito Asiel Bezerra, votou pela aprovação do Requerimento. Conforme ele, a apuração dos fatos é uma forma de provar a inocência do prefeito Asiel Bezerra. “OAsiel é digno e tenho certeza que ele não pegou o dinheiro do Município. Mas quem pegou terá que pagar. É por isso que defendo as investigações”, disse.
O vereador Lau da Rodoviária (PSD) colocou dúvida sobre a seriedade do relatório da Controladoria da prefeitura de Alta Floresta, que aponta as irregularidades contra a administração. Ao Vereador Rogério Colicchio, ele questionou seu posicionamento de defesa sobre as denúncias, sendo que o mesmo Controlador também o denunciou por suposto desvio de recursos da merenda escolarquando o mesmo era secretário de Educação do município.
“Se o que o relatório que ele assinou é sério, o que ele denunciou contra o senhor também é serio”, disse Lau, se referindo ao colega parlamentar.
Tendo sua fala interrompida por vaias do público presente diversas vezes, Lau votou contra o Requerimento e defendeu o prefeito Asiel. Ele disse que a criação da Comissão não poderia ser vinculada ao afastamento do prefeito do cargo. “O Asiel foi eleito para ser prefeito até no final de 2016”, enfatizou Lau.
O vereador Oslen Dias, o Tuti, (PSDB) lamentou a rejeição do Requerimento, afirmando ser uma pena a Câmara não investigar as irregularidades apontadas nas denúncias do Relatório da Controladoria da prefeitura. Mas disse que a Câmara iria fazer as mesmas investigações que deverão ser feitas pelo Ministério Público.
O Vereador Emerson Machado (PMDB) foi claro ao afirmar que não votou a favor da aprovação da Comissão Processante porque, caso fosse aprovado, o prefeito Asiel Bezerra estaria afastado por 6 meses. “O que eu não concordo é com o afastamento do Asiel. Temos que achar uma maneira de chamar todos os envolvidos para dar explicação. Não é justo criar a comissão para investigar e já dá a sentença”, disse.
Para o vereador Charles Miranda, criar a comissão e já afastar o prefeito seria pular uma etapa, condenando Asiel Bezerra, antes mesmo dele ser investigado. “Não houve nem a investigação e já querem dar a sentença. Meu voto é contra porque no futuro posso me arrepender”, observou.
Ele também disse que Alta Floresta não pode permanecer nesta instabilidade política porque afasta os investimento. “O Asiel tem que mudar o seu modelo de gestão e eu acredito nele”, disse o vereador, que entregou a liderança do prefeito e anunciou que estará de licença por 60 dias da Câmara Municipal.
Reportagem/MT Norte








