Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), composto por promotores de Justiça, delegados, policiais militares e civis, cumpriu nesta tarde um mandado de prisão preventiva contra a ex-primeira dama do Estado, Roseli de Fátima Meira Barbosa, na cidade de São Paulo (SP). Outros mandados de prisão estão sendo cumpridos nesta quinta-feira (20).
A prisão da esposa do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) é desdobramento da Operação Arqueiro deflagrada em abril de 2014 para desmantelar um esquema de fraude envolvendo 3 institutos e servidores da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas/MT), pasta que era comandada por Roseli. De acordo com investigações preliminares, foram pagos R$ 20 milhões para a execução dos programas.
Ainda na gestão Silval Barbosa foi determinada a colaboração dos gestores da Setas e da Auditoria Geral do Estado (AGE) para a descoberta de possíveis irregularidades. Roseli Barbosa foi denunciada pelo Ministério Público e desde março deste ano é ré numa ação penal juntamente com outras 31 pessoas. O processo tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, sob a juíza Selma Rosane Santos Arruda. Ao grupo são imputados os crimes de constituição de organizaçao criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos. Segundo o MPE, o desvio na Setas chega a R$ 8 milhoes.
As investigações começaram em abril de 2013, após a divulgação de erros graves em apostilas que eram utilizadas nos cursos de capacitação em hotelaria e turismo promovidos pelo governo do Estado. A história de 4 municípios de Mato Grosso era contada de forma pejorativa, distorcida e utilizando palavras de baixo calão. Uma análise do material mostrou que as histórias foram retiradas de um site de humor, a “Desciclopédia”, sem que houvesse o mínimo cuidado com o material. Ao todo, 40 apostilas foram recolhidas depois da denúncia.
Na ação, o Ministério Público também pede a condenação dos réus a uma indenização por danos morais coletivos no valor de até R$ 20 milhões em prol dos municípios de Barão de Melgaço, Cáceres, Poconé e Santo Antônio de Leverger que foram alvos de chacota e ridicularização em apostilas usadas pelo governo do Estado para “qualificar” pessoas que estavam de olho nas oportunidades de trabalhar durante a Copa de 2014.








