THAISA PIMPÃO Redação/Gcom
O governador Pedro Taques discursou na quarta-feira, 17, para os membros da Força Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF), em Barcelona, na Espanha, e defendeu que haja cooperação entre os estados amazônicos na aplicação de políticas públicas que propiciem a redução do desmatamento tropical e a proteção do sistema climático global. Taques ainda criticou a falta de comunicação direta dos países, que classificou como prejudicial ao processo de preservação ambiental.
“Aqui, nos interessa o que podemos e o que estamos fazendo para cooperar com o progresso da humanidade. Nossa Constituição diz que todos os estados devem cooperar com o progresso da humanidade e não há maior cooperação do que a preservação, do que o desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Taques destacou a extensão territorial de Mato Grosso e o potencial agropecuário que o coloca como um dos maior produtores nacionais no segmento. Lembrou, no entanto, que são quase 904 mil km² de extensão, dos quais 60% permanecem intocáveis. A área preservada, conforme comparou, é maior do que o estado da Califórnia nos Estados Unidos e do que a Espanha inteira, e possui 70 reservas indígenas, além de mais de 100 unidades em conservação (federais, estaduais e municipais).
O chefe do Executivo estadual também informou que, desde 2005, o desmatamento e as queimadas foram reduzidos de forma significativa no estado mato-grossense, uma vez que menos 2 bilhões de toneladas de gás carbônico foram lançadas na atmosfera.
Para Taques, contudo, é preciso mais. “Precisamos de um olhar diferenciado para a Amazônia Legal. Olhar diferente para os estados que aqui se encontram, estados subnacionais. Precisamos que o mundo reconheça que somos importantes nessa caminhada. A interlocução dos países subnacionais com organismos internacionais está prejudicada”.
Segundo ele, os estados amazônicos demonstram que estão empenhados e agindo em bloco para que as dificuldades sejam superadas. Exemplo disso, segundo pontuou, são as reuniões realizadas entre os governantes dos estados envolvidos. No fim de maio, Cuiabá sediou o 10° Fórum de Governadores da Amazônia Legal e um novo encontro já está marcado, mas, dessa vez, em Manaus, no Amazonas. O objetivo para o próximo encontro é convidar a presidente da República, Dilma Rousseff, para que sejam estabelecidas relações diretas com organizações internacionais, sem intermediários.
“Por mais que os rios separem as nossas fronteiras, por mais que nossos territórios sejam diferentes em extensão, por mais que cada estado brasileiro tenha uma história diferente, aqui, temos algo que nos une. Nossos estados agirão em conjunto, não pela defesa dos interesses dos brasileiros, mas pela defesa dos interesses da humanidade porque se uma árvore cai em Mato Grosso, se um cidadão da agricultura familiar passa fome no Acre, o prejuízo é para toda humanidade. Temos que cuidar da nossa casa e a nossa casa é o planeta”, finalizou o governador.








