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Política Sexta-feira, 20 de Março de 2015, 00:00 - A | A

20 de Março de 2015, 00h:00 - A | A

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Temos que virar esta página, diz presidente da Câmara



A crise política em Alta Floresta está se atenuando após um mês de muitas turbulências. No   entanto, em meio a guerra travada entre os grupos que detém a força política local, um nome se destacou pela postura ética e firme, mesmo estando no centro do furacão. 
O presidente da Câmara Municipal de Alta Floresta, peemedebista Elói Crestani, em que pese estar em seu primeiro mandato, soube conduzir o processo com a sobriedade e o equilíbrio peculiar aos líderes. E sua postura foi imprescindível para a Câmara ter cumprido o seu papel, resguardando os interesses da sociedade, e ajudando na superação da crise. 
“Para mim, como estreante na política, foi a prova de fogo! Foi um momento atípico na história política do município. Confesso que em alguns momentos me senti inseguro. Mas com a ajuda de Deus, fiz o que tinha que ser feito, cumprindo meu dever como representante da população”, pontua Elói. 
 Conforme o vereador, a mesa diretora foi imparcial e fez o que tinha que ser feito, diante de uma situação em que havia muitas coisas em jogo e de mexer com interesses. “Eu agi de acordo com minha consciência, inclusive quanto tive que votar para decidir”, observa.  
De acordo com ele, foram dias de dificuldades em que muitas pessoas estavam com os ânimos exaltados. “ Nos dois lados haviam vereadores que tinham seus interesses, o que é normal no processo político”, enfatiza. 
 “Sofri muitas pressões de todos os lados. Mas agradeço a Deus por ter me dado força e sabedoria. Minha responsabilidade como presidente do poder Legislativo era grande. E as decisões a serem tomadas  tinham que ser absolutamente certas, respaldadas pela Legislação.  Então, procurei seguir o que a determina  as regras legais, com a ajuda dos advogados da Câmara, sem defender o lado A ou o lado B. Acredito que a Câmara soube cumprir com o seu papel diante da situação”, avalia. 
A rigor, o presidente da Câmara defende as investigações de todos os fatos  que foram denunciados, e que haja punições se houverem culpados. No entanto, ressalta que, mesmo não tendo sido aprovado a comissão processante na Câmara, o Ministério Público está investigando as denúncias. 
Para ele, a Comissão Processante proposta pelos vereadores, significava uma condenação antecipada do prefeito, antes mesmo das denúncias serem investigadas. “Eu acredito na justiça e o Ministério Público fará uma investigação isenta”, disse.
Desastrosa - A passagem do vice-prefeito Ângelo Campos como prefeito interino durante 33 dias, na prefeitura de Alta Floresta, é vista por Elói como ‘um verdadeiro desastre’. Para ele, a maioria de suas decisões foram erradas.
“Até concordo com algumas questões feitas por ele. Mas o vice-prefeito agiu motivado pelo lado pessoal, e não sei até onde ele foi bem. Embora algumas pessoas o tenham aplaudido, bons e ruins foram penalizados e tratados na mesma proporção. Foram nivelados quem merecia e quem não merecia. Avalio que as mágoas e questões pessoas não devem sobressaírem sobre o interesse da sociedade. Mas respeito as ações que ele fez porque ele era o prefeito”, acentua Elói.
O presidente da Câmara está otimista e acredita que esta página será virada e Alta Floresta tomará um novo rumo. Ele assegura que a Câmara irá contribuir e ajudar o prefeito a fazer uma administração voltada para os interesses da comunidade.
No entanto, ele disse que vai cobrar o prefeito, principalmente com relação as reformas que o município necessita, como a administrativa e a tributária, além do planejamento da administração para que os resultados positivos apareçam.
“Vou reaproximar os dois poderes e ajudar o prefeito a reconstituir a sua base. No momento em que estamos passando, tanto o prefeito como  os vereadores, tem que cederem para prevalecer os interesses do município. Temos que virar esta página para Alta Floresta não ser prejudicada”, analisa.

 

José Vieira do Nascimento/ Editor MT Norte

 

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