Jornal mato Grosso do Norte
José Vieira do Nascimento Editor MT Norte
O vereador Elias Benvindo (PMDB) ficou indignado com a ausência do prefeito Tony Rufatto (PMDB) e dos secretários da prefeitura, na inauguração do anexo II da Câmara Municipal de Paranaíta, evento que aconteceu no último dia 22 de dezembro.
Na oportunidade foram inaugurados gabinetes para cada vereador, sala de reuniões, um novo gabinete para a presidência e cozinha. Elias disse que entregou convites para o prefeito e para todos os secretários, mas apenas três secretários comparecerem, que foram Benicio Moura, Robervale Maurílio Viana. “Fiquei chateado. Fui pessoalmente entregar os convite. Foi falta de respeito e consideração com o poder Legislativo”, observou.
Na opinião do parlamentar, houve pouco caso por parte do prefeito e dos secretários em ignorar a inauguração do novo anexo da Câmara Municipal. “Não é feio para os vereadores. Ficou feio para eles. Estávamos inaugurando a casa do povo. O prefeito e os secretários deveriam estar presentes”, lamentou Elias.
Entretanto, ele atribui a ausência do prefeito e dos secretários considerados ‘fortes’ na administração municipal, a uma represália a eleição do vereador José Domingos Nunes, o Birobiro, para a presidência da Câmara de Paranaíta.
Segundo ele, administração municipal ficou dividida durante as articulações da eleição da mesa. O presidente do PMDB, secretário de governo, Benicio Moura, apoiou o vereador Birobiro e o secretário Osmar apoiou o Admilson Mota.
“O Birobiro sempre ajudou a administração municipal. Sempre foi companheiro. E eu não entendo porque houve essa tentativa de tentar atrapalhar a eleição dele para a presidência da Câmara”, dispara o peemedebista.
Críticas – Mesmo sendo do PMDB, partido do prefeito Tony Rufatto, Elias Benvindo fala como oposicionista e afirma que não irá poupar a administração municipal. O vereador acentua que a administração tem que mudar para atender as demandas do município e contemplar a população com o atendimento adequado.
“Em 2015 o prefeito tem que tirar o pé do chão e mostrar serviço. Está faltando até medicamentos nos postos de saúde. Não é porque sou do PMDB que vou aplaudir os erros da administração. Vou fazer o meu papel de fiscalizar, cobrar e acompanhar as obras. Se tiver coisa errada vou ficar do lado da população”, assegura.
Ele também descartou a possibilidade de assumir a liderança do prefeito Tony Rufatto na Câmara Municipal. “Para mim ser líder, o prefeito teria que mudar muito. Informar a Câmara Municipal sobre as ações da prefeitura e haver mais transparência na administração e diálogo com os vereadores. Mas isto dificilmente irá acontecer. Então, está praticamente descartada a possibilidade eu ser líder do prefeito na Câmara Municipal”, assegura.
O parlamentar afirmou também que a resposta a determinados secretários que dizem que os vereadores não mandam nada, será a efetivação de um trabalho sério, de fiscalização, cobranças ao prefeito e de defesa dos interesses da população de Paranaíta.








