O vereador Erico Stevan (PT), no uso da Tribuna na Câmara Municipal de Guarantã do Norte, fez várias denúncias contra a administração da prefeita Sandra Martins (DEM). Érico disse o que o assessor de comunicação recebeu quase R$ 1 milhão da prefeitura municipale dois anos. “Aquele mentiroso, que pegou quase um milhão dos cofres públicos, tem que provar o que fala. Porque se um vereador vir na tribuna e falar e não provar é enquadrado na falta de decorro parlamentar e perde o mandato”, disse Érico se referindo ao assessor
Para Érico a administração municipal está faltando com a verdade no processo de licitação para a compra de uma ambulância para o município. “Eu falo que tem maracutaia e provo. Comprar uma ambulância do ano 2013/2014 é um absurdo. A administração deve acreditar que os vereadores não leiam os processos e tentam jogar um monte de papel embrulhado na nossa cara. A câmara devolveu dinheiro para a prefeitura comprar uma ambulância e cadê que a prefeita comprou? E nem vai comprar porque na licitação está 2013/2014 e nós já estamos no ano de 2015”, questiona o vereador.
O vereador também lembrou de uma denúncia do ano de 2013, contra a OSCISP que administra a saúde pública do município. “Quando contrataram a OSCIP, disseram que era por apenas 90 dias e já estamos com quase 2 anos e meio e esta organização ainda está na administração. A prefeitura passou, em apenas um ano e meio, mais de R$10 milhões para esta OSCIP e a população vai nos postinhos de saúde e faltam remédios, luvas, enfim, falta tudo”, dispara Érico.
O vereador Érico também se referiu na tribuna sobre a apreensão de um carro da prefeitura no ano de 2014, pela Polícia Federal. Segundo o vereador, os fatos não batem com a explicação da prefeita Sandra. “Foi comprado os remédios no dia 29 e estavam vindo sem notas para o município. Aquela velha história: a licitação foi passada por fax no dia 30 de abril sendo que a compra foi feita no dia 29. Essa é uma novela maquiada, e bem mau maquiada. O procurador deu o parecer favorável a compra às 18 horas, a certidão da empresa foi tirada as 16horas e 20 minutos e os remédios foram presos as 12 horas. E se esta empresa não tivesse certidão, como iriam comprar dela?”, pergunta o vereador
“Fiz questão de ir nesta empresa, me passei até por dono de farmácia, para pegar uma nota fiscal. Um ano depois do acontecido os preços dos remédios comprados pela prefeitura ainda estão superfaturados. Vou citar apenas três itens que chegam a ser 30% mais barato. A caixa de luvas era R$17,00 na época e a prefeita pagou R$ 24,00. A prefeitura pagou por cada seringa R$ 0,89, um ano depois eu paguei pela mesma seringa R$ 0,65 na mesma empresa. E eu comprei uma só e a prefeitura comprou 2.250. O mais impressionante é a caixa de bisturis com 100 unidades. No mês de abril de 2014 foram pagos R$ 28,00 por caixa, um ano depois eu paguei R$ 22,00 em apenas uma caixa”, questiona.
Érico disse que está formulando uma denúncia e encaminhando ao Ministério Público, juntamente com a cópia das notas fiscais da empresa, a que foi emitida para a prefeitura municipal e a dos itens que ele comprou.
Edemar Savariz/Reportagem MT Norte








