Diante das denúncias, situação seria insustentável, afirmam os parlamentares
Pelo menos três vereadores defenderam a renúncia do prefeito Asiel Bezerra (PMDB) durante a sessão ordinária desta terça-feira, em função da situação política que envolve a administração municipal. O vereador Paulo Jiló (PROS) teceu duras críticas ao gestor afastado e argumentou que ele deve renunciar o mandato, pois não tem mais condições de voltar a comandar o município. “Chegou-se ao extremo da situação. A população não quer que o Asiel volte. Ele deveria ter a coragem de renunciar o mandato”, disse. “Acredito que ele não terá coragem de voltar para a prefeitura”, completou
O vereador observou que o prefeito interino, neste poucos dias a frente do município, já fez várias visitas à Câmara Municipal e abriu a porta da prefeitura para os vereadores. Enquanto o Asiel, conforme ele, nunca vinha à Câmara para prestar informações e dialogar com os vereadores.
Ele também disse que o prefeito interino chegou a ser ameaçado em função das mudanças que fez na prefeitura de Alta Floresta. “Tem gente que ficou valente e fez até ameaças porque teve o esquema cortado pelo Ângelo”, declarou.
O vereador Dida Pires (PPS) elogiou a auditoria interna feita pela Controladoria do município, que comprovou que diversas irregularidades aconteceram na administração municipal. Para ele, diante da gravidade da situação em função das denúncias que foram apresentadas, ele aconselhou o prefeito Asiel Bezerra a renunciar o mandato. “Sabemos que o Ministério Público vai investigar as denúncias que são muitos graves. E para evitar o constrangimento de assumir o cargo e ser afastado novamente, seria mais prudente a renuncia para não ser cassado por corrupção”, disse o vereador.
Dida reiterou que ainda no ano passado sugeriu que o prefeito Asiel Bezerra se afastasse por 120 dias da prefeitura para que ou o vice-prefeito ou o presidente da Câmara assumisse e fizesse as mudanças necessárias para ajustar a administração e exonerar os secretários que estavam usando seus cargos para praticar atos ilícitos. “A renúncia seria melhor”, enfatiza. “A Câmara tem a responsabilidade diante desta situação. Diante das denuncias apresentadas, se os vereadores não fizerem, o Ministério Público irá fazer”, acrescenta Dida.
Já o vereador Rogério Colicchio (PT) disse que da forma em que está a administração municipal não dá para continuar. “Por uma questão de bom senso, ele deveria evitar a cassação e causar um constrangimento para a cidade. Se por acaso ele voltar para a prefeitura, terá que assumir uma postura diferente. Mas eu não acredito. Vai ter que me provar”, observou Rogério.
O petista disse que diante dos documentos que comprovam as irregularidades, a Câmara Municipal terá que cumprir o seu papel, na defesa dos interesses da população.
Reportagem MT Norte








