Bruna Lombardi é amiga da fama e garante que a notoriedade só lhe trouxe coisas boas: acolhimento, chance de conhecer o mundo, dinheiro. Ainda recebe convites para voltar à televisão, da qual está afastada desde 2002.
É parada por fãs, que clamam por sua volta. Exibindo forma invejável, com direito a piercing no umbigo, ela tem 63 anos. Com marido, Carlos Alberto Riccelli — autor das imagens que ilustram este perfil —, são em sua maioria atuais e sem retoques, ela afirma. Os dois adoram brincar de fotógrafo e modelo, e as poses comportadas acabam evoluindo para outras mais sensuais. Bruna só não é amiga dos números.
— Tenho uma relação quase infantil com o tempo. Eu e Ri nunca sabemos dizer há quantos anos estamos juntos, não celebramos datas. Não me ligo em idade. Tenho 63. E daí? Não significa nada. Eu acho envelhecer um privilégio. As pessoas que não envelheceram é porque se foram. Então, eu penso: que outra opção eu tenho? Eu não posso me responsabilizar por números — filosofa Bruna, na intimidade de sua casa no bairro do Morumbi, em São Paulo, onde recebeu a equipe com um bolo feito de ingredientes orgânicos e sem manteiga.
Bruna Lombardi é amiga da fama e garante que a notoriedade só lhe trouxe coisas boas: acolhimento, chance de conhecer o mundo, dinheiro. Ainda recebe convites para voltar à televisão, da qual está afastada desde 2002.
É parada por fãs, que clamam por sua volta. Exibindo forma invejável, com direito a piercing no umbigo, ela tem 63 anos. Com marido, Carlos Alberto Riccelli — autor das imagens que ilustram este perfil —, são em sua maioria atuais e sem retoques, ela afirma. Os dois adoram brincar de fotógrafo e modelo, e as poses comportadas acabam evoluindo para outras mais sensuais. Bruna só não é amiga dos números.
— Tenho uma relação quase infantil com o tempo. Eu e Ri nunca sabemos dizer há quantos anos estamos juntos, não celebramos datas. Não me ligo em idade. Tenho 63. E daí? Não significa nada. Eu acho envelhecer um privilégio. As pessoas que não envelheceram é porque se foram. Então, eu penso: que outra opção eu tenho? Eu não posso me responsabilizar por números — filosofa Bruna, na intimidade de sua casa no bairro do Morumbi, em São Paulo, onde recebeu a equipe com um bolo feito de ingredientes orgânicos e sem manteiga.
Ela prepara um portal chamado Rede Felicidade, no qual pretende “traduzir o que falo no Face, no Instagram, nas entrevistas”. É ela quem escolhe cada frase, mensagem e foto. A nova fase começou meio que por acaso, há cerca de um ano. Devido à grande quantidade de páginas falsas em seu nome, ela resolveu criar uma verdadeira. E começou a postar o que pensava sobre a vida. Os textos são dela ou de pessoas que deseja homenagear, como o amigo Mario Quintana, “de quem fui próxima até o fim da vida”.
— Tenho uma caixinha em que guardo essas mensagens desde meus tempos de menina, sempre gostei de escrever. Agora não posso ficar um dia sem postar, as pessoas cobram, dizem que precisam disso. Mas não vejo isso como um peso. Gostaria de dizer para as pessoas que elas conseguem ser felizes e positivas com mais facilidade e que não precisamos ser essa geração tarja preta.
Amigos e família dizem que Bruna sempre foi assim: feliz, leve, simples. A diferença agora é que esse seu lado tornou-se público.
— Além da beleza, ela é uma das mulheres mais inteligentes que conheço e sempre teve isso de se interessar pelos outros e pelas grandes causas. Bruna tem credibilidade, nunca intimidou o espectador, as donas de casa não ficavam com raiva, apesar da beleza. Tenho encanto eterno por ela — diz José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que levou Bruna para a TV (a estreia foi na novela “Sem lenço, sem documento”, em 1977).
Àquela altura, já havia estampado as maiores revistas do país, como modelo. Um dos primeiros convites veio de Costanza Pascolato, que a conhecia desde criança, da comunidade italiana de São Paulo (Bruna nasceu no Rio, mas mudou-se para São Paulo ainda pequena), e editava a “Claudia”.
— A gente vivia atrás de rostos novos. Como ela era baixinha (tem 1,60m e não faz ideia de seu peso) e sem estrutura de modelo, o plano era sempre americano. O rosto dela era arrasador, e ainda é. Um dos olhares mais bonitos que já vi — diz Costanza.
— Cada um tem uma fórmula e faz o que tem vontade. Mas para a minha evolução estava o desconhecido, o novo. Sempre fomos uma família impulsiva, e somos até hoje. Meio coração de estudante — comenta Bruna, que ainda não pensa em ser avó e nunca quis ter outro filho. — Sempre quis só um. Somos muito ligados, sempre achei que um triângulo, no nosso caso, seria mais harmônico.
Apesar de não lembrarem as datas, ela e Riccelli estão juntos desde 1978, quando protagonizaram, na TV Tupi, a novela “Aritana”. As gravações eram numa aldeia no Xingu e os dois não se desgrudaram desde então. É essa cumplicidade que, para eles, mantém o tesão do casamento.
— Nossa relação é leve. O amor está cada vez melhor em todos os aspectos porque evoluímos e crescemos juntos. E a Bruna é linda, continua linda — atesta rapidamente Riccelli, que chega enquanto a mulher posa para as fotos, pede ao fotógrafo para ver as imagens e dá dicas de como Bruna deve posar.
Ela acata o marido e sussurra: “Ele é muito exigente com isso de imagem.” Quando fala sobre “Ri’’, seus olhos ficam ainda mais azuis. Diz não saber o segredo de manter a relação boa.
— à paixão pelo ofício, pelo filho, pelas casas, pelos cães, pelos livros, pelas séries de TV, que “veem em maratonas nos fins de semana”. A dupla fará ainda uma série para a TV paga, projeto mantido em segredo, “por contrato”. O amor e o sexo “cada vez melhores” talvez venham pela maturidade e cumplicidade do casal. Mas certamente ajuda o fato de ainda serem muito atraentes.
— Temos a genética a nosso favor. Genética e isso da energia que flui, acredito muito nisso. Se você elogia o meu corpo, você tem que ver o do Ri. O dele resiste a um close, o meu não é tão bom assim, não — ri Bruna, que mantém uma rotina de exercícios.
Faz musculação, em casa ou numa academia perto, no máximo três vezes por semana. Com mais frequência pratica hatha ioga. Jura que nunca fez plástica e nem preenchimento labial:
— Deus me livre de ficar com a boca dura.
O que Bruna faz de vez em quando é botox e um laser, descoberto por ela recentemente, para estimular a produção de colágeno. Dorme bem, pesado. Hidrata a pele e sempre tira a maquiagem antes de ir para a cama. O cabelão não recebe cuidados especiais. Bruna olha o rótulo dos produtos de beleza e rejeita os que são testados em animais:
— Não como carne, só peixe de vez em quando. Aqui em casa só entram orgânicos, acho que isso também ajuda, porque beleza é saúde.
A paixão por animais é um capítulo à parte em sua vida — e na popularidade nas redes sociais. Bruna tem três vira-latas pegos na rua, Tom, Tango e Amora, e sempre fala sobre animais em posts.








