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Variedades Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015, 00:00 - A | A

23 de Fevereiro de 2015, 00h:00 - A | A

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Novos paradigmas



Danton Mello descobriu uma nova vertente em seu trabalho de ator. Após muitos papéis densos, de época e de composição na tevê, ele atualmente bebe na fonte do humor. Depois de atuar no longa "Vai Que Dá Certo", em 2013, Danton encontrou o prazer de interpretar tipos mais leves. Atualmente no ar na segunda temporada de "Tá no Ar: A TV na TV", ele comemora a boa repercussão da produção encabeçada por Marcelo Adnet e Marcius Melhem. "Ainda estou engatinhando nessa coisa da comédia. Mas estou muito surpreso gostar tanto e pela enorme quantidade de críticas positivas do programa", elogia. No entanto, segundo o ator, a rapidez dos quadros que simulam o ato de "zapear" a tevê com o controle remoto torna o trabalho um eterno desafio. "É muito louco fazer vários personagens. Várias vezes fui para casa achando que poderia ter feito diferente", confessa.

      O sotaque mineiro e o jeito calmo de Danton evidenciam sua cautela para falar de novos projetos. Principalmente em um "nicho" até pouco tempo atrás desconhecido. No entanto, a modéstia do ator é inversamente proporcional ao número de convites que vem recebendo no humor. Além de estrear a comédia "Super Pai" este mês, ele está rodando o "Vai Que Dá Certo 2". Isso enquanto espera para começar a gravar "I Love Paraisópolis", folhetim que substitui "Alto Astral" no horário das sete a partir de maio. "Sei pouco sobre o personagem. Sei que vou interpretar o Cícero, que vai fazer par romântico com Danda", antecipa, citando o papel de Tatá Werneck.

P – Você não é um ator facilmente ligado à comédia. O convite para atuar em "Tá no Ar: A TV na TV" foi uma surpresa?

R – Um pouco. Eu tinha feito o filme "Vai Que Dá Certo" com o Maurício Farias, que é diretor do programa, e gostado muito do gênero. Fiquei muito feliz, mas confesso que muito nervoso. A primeira temporada foi assim, de puro nervosismo. Gravei a segunda ainda meio tenso. Acho que só vou relaxar lá na terceira ou quarta temporada (risos).

P – Já existe conversa para uma terceira temporada ou é só uma vontade?

R – Claro que existe a vontade. E também a possibilidade. A primeira temporada do programa fez muito sucesso. E eu nem imaginava. Aliás, nunca imagino. Não gosto de criar expectativa em cima de um trabalho. Ano passado fomos muito bem-sucedidos nesse projeto. Estamos esperando a repercussão desse novo ano para confirmar. Mas a expectativa geral é que o projeto siga.

P – Para um ator que não está acostumado a fazer comédia na tevê, quais são as principais dificuldades de um programa desse tipo?

R – Acho que a dificuldade maior é ousar. Aos poucos, acredito que vou me soltando. O humor não é muito a minha escola, então estou aprendendo a fazer agora. Venho de outro perfil de personagem. E também aprendo muito com o resto do elenco. Às vezes, chego em casa pensando que poderia ter feito uma cena ou outra diferente. Até porque eu não tenho essa rapidez de comediante. Preciso ter mais flexibilidade para ir no extremo, sempre tendo a fazer tudo muito corretinho. Sou muito caxias (risos).

P – Isso quer dizer que você não coloca "caco" nos textos?

R – Não, prefiro ir com mais calma. E também gosto de ir com o roteiro. Tenho a sensação muito forte de que ainda estou aprendendo. Por exemplo, leio o texto de uma cena em casa. Aí, até penso em alguma coisa que seria engraçada colocar. Só que chego para gravar e tem caracterização, figurino, cenário. Um monte de coisas que eu sequer tinha imaginado. E se transforma em algo completamente diferente. E eu ainda não tenho esse "timing" de bolar alguma coisa na hora.

P – Fora o "Tá no Ar: A TV na TV", quais são seus outros projetos para este ano?

R – Ainda este mês vou lançar o filme "Super Pai". Paralelo a isso, já estou rodando, em Campinas, no interior de São Paulo, o "Vai Que Dá Certo 2". Logo na sequência, volto para o Rio de Janeiro para começar a gravar "I Love Paraisópolis". Todos são papéis cômicos e eu estou muito feliz com isso.

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