Lucas Salles utiliza sua experiência como ator nas matérias que faz para o "CQC", da Band
Humor e ironia pulsam forte na veia de Lucas Salles. Com raciocínio rápido e sempre entre risos, ele é do tipo que não perde a piada e nem a autocrítica. Trata de forma bem-humorada desde sua permanência no "CQC", da Band, aos trabalhos controversos de sua carreira, como a novela "Além do Horizonte", da Globo. "Estar no 'CQC' é uma chance de dar continuidade a um trabalho que sei que é muito bom. Ao contrário de 'Além do Horizonte', uma novela que nem os autores conseguiam entender", brinca, sobre a truncada trama exibida em 2013 pela Globo, na qual deu vida ao divertido Guto.
Aos 22 anos recém-completados, Lucas procurou a profissão de ator para dar vazão à sua energia a ao diagnóstico de Distúrbio de Déficit de Atenção, o famoso DDA. Seu talento para a improvisação acabou encaminhando-o para o universo da comédia "stand-up" e chamou a atenção dos diretores do "CQC". Em sua segunda temporada no programa, o ator confessa que não perde o frio na barriga, mas tenta encarar cada pauta com menos ansiedade. "Procuro fazer o meu melhor. Acho que o fato de exigir tanto de mim acaba mostrando o meu fôlego para continuar na equipe", ressalta.
P – Da temporada de 2014, apenas você e Maurício Meirelles continuaram na reportagem do "CQC". A que credita sua permanência no programa?
R – Eu entrei muito feliz para o "CQC". Tivemos uma boa temporada e fiz de tudo para entregar o melhor de mim para a programa, sugerindo ideias e me mostrando estimulado a cada nova pauta. O início não foi tão fácil, eu ficava muito nervoso e com medo de não ter boas perguntas e respostas. Ainda fico fora de mim, mas vi que essa adrenalina é muito válida para que a matéria fique boa.
P – Como sua experiência de ator de teatro, televisão e cinema influência na sua porção repórter?
R – A televisão e o cinema me deram disciplina. Já o teatro tem uma importância mais fundamental, pois mexe com a timidez e o jogo de cintura. Eu entrevisto pessoas de diversas áreas. É preciso saber o que dizer para não ficar travado em plena gravação. No "CQC", todo dia é dia de aprender e não existe rotina. É preciso estar preparado tanto para fazer uma pauta agendada com antecedência como uma matéria marcada e produzida para o mesmo dia.
P – Você é frequentemente escalado para cobrir pautas sobre celebridades. É sua editoria preferida?
R – Topo falar sobre qualquer coisa. Mas, como já fiz novelas, séries e filmes, conheço muita gente desse universo. Isso me dá uma certa abertura para chegar e entrevistar as pessoas. Acabo me divertindo bastante.
P – Além do "CQC" você também mantém um projeto de comédia "stand-up" no teatro. Como concilia as apresentações com a agenda apertada de viagens e matérias do programa?
R – É difícil. Preciso estar sempre disponível. Mas a produção do programa e a emissora entendem que esse meu trabalho paralelo é muito importante. A minha prioridade é a tevê. É a partir das gravações que eu monto a minha agenda. Este ano, a peça deve passar novamente pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. E ainda devo fazer um filme. No entanto, meu projeto mais importante de 2015 é o mesmo dos últimos anos: emagrecer (risos).
P – Estar na televisão, de alguma forma, o pressiona a perder peso?
R – A câmera engorda muito, né? Mas é tudo brincadeira. Acho que emagrecer é uma questão pessoal e de saúde. Gosto de como sou e essa questão da vaidade é muito tranquila para mim. Me preocupo mais em apresentar um trabalho legal do que em parecer bonito. Afinal, não posso fazer milagre (risos).








