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Agronegócio / Nova Bandeirantes

Produtor deve ficar atento ao calendário de vacinação contra a Brucelose

O calendário nesta primeira fase teve início em 1º de janeiro, com o prazo de encerramento em 30 de junho



Nova Band Hoje

O pecuarista deve estar atento ao calendário sanitário do rebanho bovino. Nesta época do ano a orientação é vacinar as fêmeas contra a brucelose. A campanha de vacinação está em sua Etapa 1, já que ao longo do ano, mais uma etapa é realizada.

De acordo com Éder Magalhães Pessoa – Médico Veterinário responsável na unidade do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (INDEA)- em Nova Bandeirantes, o calendário nesta primeira fase teve início em 1º de janeiro, com o prazo de encerramento em 30 de junho. Durante a vigência do prazo, o pecuarista deverá vacinar as bezerras do plantel seja bovino ou bubalino na idade acima de 3 meses.

“Todos os produtores que tiverem bezerras em idade de vacinação dos 3 a 8 meses. Assim que as bezerras completarem os 3 meses, já se fazer a vacinação”, disse.

Éder ressalta que não é preciso o produtor rural esperar até o mês de maio, visando elaborar o processo vacinal. “Não precisa esperar até maio. Geralmente criou-se esse costume dos produtores sempre vacinar em maio. Então, todas as fêmeas bovinas e bubalinas de 3 a 8 meses devem ser vacinadas.”, reforçou o veterinário.


Cuidados básicos  

Para a realização do procedimento com maior segurança, alguns produtores rurais optam em contratar um vacinador, mas é preciso tem alguns cuidados como aponta o médico veterinário.

“Tenham cuidado com o armazenamento da vacina, garantindo que esteja sobre gelo, o cuidado com a marcação correta , ver qual o tipo de vacina que foi utilizada, qual a marcação que deve ser feita do lado esquerdo das fêmeas”, pontuou.

Éder reiterou alguns critérios no modus operandi durante a aplicação da vacinação, como métodos para certificar que o gado foi vacinado.

“Se usou a vacina B-19 usar o número 6 do lado esquerdo da cara [animal], se fez a RB-51 usar somente o V do lado esquerdo da cara.”, acrescentou.

A marcação do gado é um mecanismo relevante para o controle sanitário, aliada à nota fiscal de compra das vacinas servindo como instrumento comprobatório.

 “É de suma importância porquê o que controla que o produtor fez essa vacinação. Ter uma nota fiscal de compra da vacina e as fêmeas carimbadas do lado esquerdo da cara. Sem a nota fiscal de compra e as fêmeas sem carimbo do lado esquerdo da cara, para a gente ele [produtor] não vacinou. Da mesma forma, se ele tem uma nota fiscal de compra de vacina, mas quando chegamos na propriedade e as bezerras não estão carimbadas é a mesma coisa como ele não tenha vacinado”, alertou.

 O carimbo do lado esquerdo da cara do animal, na verdade é uma marca feita com ferro quente. Na marcação é preciso identificar com o numeral final do ano no caso 6 ou marca V.  Passado o procedimento de vacinação o próximo a ser seguido pelo produtor rural, diz respeito ao repasse de dados junto ao INDEA.

 “O produtor assim que fizer a vacinação deverá passar os dados para o veterinário cadastrado junto ao Indea, para que ele possa emitir o atestado de vacinação, e fica adimplente junto ao Indea”, afirmou.

 Demais vacinas do calendário

 No conjunto de vacinas a serem trabalhadas no decorrer do ano, Éder aponta que é recomendável a aplicação de outras vacinas como Carbúnculo, além do uso de vacinas de qualidade superior objetivando uma redução de perdas no rebanho. O veterinário aproveitou para fazer menção sobre a aplicação no rebanho da vacina contra a raiva animal.

 “A raiva por exemplo, se tiver sugaduras de morcego na propriedade, vacinas reprodutivas evitará o aborto e tudo mais”, destacou.

 A implementação dessas vacinas podem ser feitas em manejo único, buscando evitar um estresse maior no rebanho.

 “Pode sim fazer essas vacinas no mesmo dia. Então, prendeu o gado já aproveita e faz todas as outras vacinas possíveis”, pontuou.

 Por fim, o médico veterinário aproveitou para fazer mais um alerta aos produtores rurais referente ao calendário sanitário.

 “Que o produtor tenha esse cuidado mesmo com o próprio rebanho, que ele é o maior beneficiado disso. Qualquer dúvida que   tiver, nós estamos aqui na Unidade e também no whatsapp para que possamos esclarecer qualquer dúvida”, completou.

 Na última atualização feita unidade do Indea em Nova Bandeirantes, o município conta com uma plante na média de 620 mil cabeças de bovinos.

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