Eduardo Rocha/Auto Press
A Toyota apresentou a sexta geração do RAV4 com a mesma estratégia que usa desde sempre com o sedã Corolla. O SUV médio recebeu um facelift profundo interna e externamente, mas manteve a mesma estrutura e as mesmas motorizações já presentes quinta geração, que continua sendo vendida no Brasil. A evolução completa, que poderia ser considerado como uma verdadeira nova geração, só acontece a cada duas renovações, como sempre ocorre com o sedã médio da marca. Na Europa e Estados Unidos, o modelo está sendo apresentado em versões híbridas, HEV, e plug-in híbridas, PHEV, e somente na China recebe uma versão apenas com motor de combustão interna, ou ICE, de Internal Combustion Engine.
Os preços mostram uma postura bem agressiva da marca naqueles mercados. Na Europa, começam em 43 mil euros (R$ 270 mil) para a HEV e 47 mil euros (R$ 295 mil) para a híbrida plug, enquanto nos Estados Unidos, a tabela é, respectivamente, de US$ 33 mil (R$ 175 mil) e US$ 50 mil (R$ 265 mil). No Brasil, o SUV médio, do segmento C+, deve desembarcar somente no segundo semestre de 2026 e os preços não devem ficar muito distantes dos atuais R$ 350 mil pedidos pela versão híbrida. Esse valor cresceria para perto de R$ 400 mil em uma possível versão híbrida plug-in – necessária se quiser brigar em um segmento recheado de SUV médios chineses com essas motorizações.
No campo tecnológico, o RAV4 estreia a plataforma digital ARENE, que transforma o veículo em um ambiente mais conectado e com mais recursos de segurança. A função prática dessa nova arquitetura eletrônica é permitir atualizações de software, integração com serviços digitais e maior capacidade de processamento para sistemas de assistência. A central multimídia com tela de 12,9 polegadas traz 16 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, para melhorar a fluidez na navegação e maior suporte a aplicativos. Já o painel digital, com 12,3 polegadas, centraliza informações de condução e eficiência energética.
O design segue o conceito de design Hammerhead – cabeça de martelo, numa tradução livre -, já presente outros modelos da marca, como o Toyota Prius, com linhas mais horizontais, faróis afilados e grade dianteira de grandes proporções. Essa escolha acompanha a tendência atual de SUVs médios, que privilegia robustez visual sem perder eficiência aerodinâmica. Apesar das mudanças nos painéis externos da carroceria, manteve a mesma alma estrutural, o que fica evidenciado pelo formato das portas.
O RAV4 HEV, auto-recarregável, utiliza um motor a gasolina 2.5 litros aspirado, que atua sobre o eixo dianteiro, associado a dois motores elétricos dianteiros e um terceiro traseiro para fornecer tração AWD, são alimentados por uma bateria de 1,6 kWh. O conjunto gera uma potência combinada de 239 cv – 17 a mais que os atuais 222 cv. A versão PHEV conta com os mesmos motores, mas a potência liberada sobre para 304 cv na versão AWD-i. A bateria de 22,7 kWh garante uma autonomia elétrica de 100 km no ciclo WLTP.
Como é uma facelift profundo, as dimensões do RAV4 2026 praticamente não mudaram em relação à geração anterior. Ele tem 4,60 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,68 m de altura e o mesmíssimo entre-eixos de 2,69 m – um dos menores do segmento. O porta-malas também manteve os 580 litros de capacidade.
O interior foi redesenhado em busca de uma maior funcionalidade. A reorganização das telas melhorou a visibilidade, enquanto o console central traz carregadores sem fio e portas USB-C. Segundo a marca, o acabamento privilegiou materiais de isolamento acústico para reduzir ruídos e vibrações. A ideia foi introduzir novidades que ajudassem a reforçar a posição na briga com SUVs médios com projetos mais recentes. Afinal, a base é do modelo de 5ª geração, lançado em 2018, época em que os chineses nem ensaiavam a invasão iniciada no mercado nessa década de 2020.




















