Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026

Carros Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2026, 13:54 - A | A

26 de Janeiro de 2026, 13h:54 - A | A

Carros / SUV da Volkswagen

Taos se reposiciona

SUV da Volkswagen passa a vir do México com design atualizado e preço agressivo



Marcelo Palomino/Auto Press

 

                A produção do Volkswagen Taos na Argentina foi interrompida em julho de 2025. Já o novo Taos, com novo visual e com origem mexicana, só chega no mercado nesse final de janeiro. Esse intervalo de seis meses foi o tempo necessário para que pátios e concessionárias da marca se esvaziassem e reflete as vendas modestas do modelo. Entre agosto do ano passado e janeiro desse ano, foram pouco mais de 4 mil unidades emplacadas – abaixo da média mensal de vendas dos dois principais SUV médios-compacto do mercado, Jeep Compass e Toyota Corolla Cross.                

Não por acaso, a Volkswagen decidiu aproveitar este relançamento do Taos para reposicionar o modelo e tentar mudar o destino do modelo. A versão Comfortline fica em R$ 199.990 e a Highline, em R$ 209.990 – custavam respectivamente R$ 209.990 e R$ 231.990. Se alinhar aos concorrentes diretos é uma postura rara, quase inédita, na história da marca alemã. O normal é que ela avalie seus produtos pelo menos 10% acima dos rivais.                

Esse mesmo Taos chegou ao mercado da América do Norte no final de 2024, onde foi avaliado. Ele manteve os fundamentos do modelo produzido na Argentina desde 2021. Plataforma MQB-A, suspensão dianteira McPherson, freios a disco nas quatro rodas e dimensões do segmento médio-compacto (C-), com 4,47 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,62 m de altura e 2,69 m entre os eixos, além de um porta-malas com 500 litros de capacidade.                

Sob o capô, foi mantido o motor 1.4 TSI, usado no Taos argentino, e não o moderno 1.5 TSI, que passou a ser fabricado em São Carlos neste mês de janeiro e que também está disponível no México. Embora ambos rendam 150 cv e 25,5 kgfm, o 1.5 tem torque máximo aos 1.500 giros, ou 500 rpm mais cedo, e atende a padrões mais rígidos de emissões. Mas tanto lá como cá, ele será incorporado aos modelos paulatinamente, mantendo a proporção exigida pelo Governo para implementação de novos padrões de emissão. A novidade é que agora ele é gerenciado por um câmbio automático de oito marchas.

                Entre as mudanças, a que mais de destaca é o visual da frente, que aproximou o Taos ao novo face-family da marca. Na dianteira, os faróis em matriz de led trazem uma nova assinatura luminosa. Os conjuntos óticos se interligam por uma barra acrílica decorativa, onde também fica a linha de led, interrompida pela logo da marca. A parte inferior do novo para-choque, a grade com padrão de trapézio invertido ganha uma grossa moldura na cor do veículo. Na traseira, a mudança é o logo iluminado em vermelho, encaixado numa barra acrílica com uma linha de led, também em vermelho, que conecta as lanternas.                

Por dentro, o painel foi redesenhado e a tela da central multimídia, com 10,1 polegadas, agora é semiflutuante. No console central ficam os comandos do ar-condicionado digital de duas zonas e o carregador por indução. Embora a central não traga botões físicos para o controle (presentes na versão que vai para os Estados Unidos), boa parte dos comandos pode ser efetivada através do volante multifuncional. Já o painel de instrumentos digital, com 10,25 polegadas. Na parte de segurança, o SUV da Volkswagen manteve um bom arsenal. O pacto ADAS inclui assistente de faixa, monitor de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo com spot and go e alerta de colisão com frenagem automática de emergência.                

Por dentro, o Taos evoluiu em relação ao acabamento. Há uma mistura de materiais macios e duros, plásticos em preto brilhante e elementos decorativos, mas o ganhou mais perceptível foi o na sensação de maior qualidade na montagem. A central multimídia VW Play ficou mais completa, com acesso a algum aplicativos novos, e espelhamento sem fio de Apple CarPlay e Android Auto.                

Outro ponto percebido de melhora é no isolamento acústico da cabine. Há pouco ruído de rolamento, de motor ou vento. Além disso, os assentos são confortáveis para viagens longas. Atrás, dois adultos se instalam bem, mas um terceiro provoca apertamento geral no banco traseiro. Ambas as versões trazem muitos equipamentos: vidros e espelhos elétricos, chave presencial, painel de instrumentos digital, sensor de luz e chuva, apoio de braço central, área de carregamento sem fio e portas USB-C. entre outros. A versão Highline adiciona bancos dianteiros eletricamente ajustáveis, estofamento em couro ecológico, e espelho eletrocrômico, entre outros.  

 

Impressões de direção

Ganho dinâmico                

Na primeira fase dessa primeira geração do Taos, a impressão é que se tratava de um carro forte até chegar à experiência de dirigir. E embora a direção, suspensão e refinamento da suspensão fossem bem-resolvidos, a combinação de motor e transmissão era deficiente. O motor 1.4 TSI até era competente, a caixa automática de 6 marchas era um pouco lenta, até o turbo entrar em operação, por volta de 2 mil rpm. Esse turbolag acentuado nas arrancadas fazia o Taos parecer fraco, principalmente na cidade.                

O que acontece agora com essa nova transmissão e que, apesar de ainda haver turbolag, ele parece muito menor, já que o maior número de marchas permite ter primeira e segunda marchas mais curtas, o que faz com que o turbo entre em operação em uma velocidade menor. A mudança na transmissão é muito perceptível, pois agora as respostas são mais rápidas e suaves.                

Outro ponto a favor é a afinação da suspensão, um pouco mais focada na qualidade da condução. É macio no geral, com amortecimento confortável nos solavancos, mas mantendo aquela sensação característica de elegância da marca. Apesar da configuração com rígida de eixo traseiro, o controle está sempre presente, sem raras oscilações ou descontrole descontrolado. É um bom carro para baixas velocidades e também para cruzeiros acima de 100 km/h. E isso, com uma sensação muito boa, de ter o carro sob absoluto controle.

 

Álbum de fotos

Comente esta notícia

Rua Ivandelina Rosa Nazário (H-6), 97 - Setor Industrial - Centro - Alta Floresta - 78.580-000 - MT

(66) 3521-6406

[email protected]