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11 de Março de 2026, 09h:08 - A | A

Economia / Combustíveis

Cade vai investigar aumento no preço dos combustíveis

O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para investigar os aumentos nos preços de combustíveis



Reportagem/ Mato Grosso do Norte

A variação no preço dos combustíveis é um tema que frequentemente gera dúvidas e reclamações entre os consumidores. Os combustíveis fazem parte de um mercado que sofre influência de diversos fatores, inclusive internacionais.
Porém, com o cenário de guerras e as tensões no Oriente Médio, o preço do petróleo no mercado externo, está em alta, chegando a superar US$ 119 por barril. O fechamento do dia 9 encerrou a US$ 94,77.
Apesar disto, a Petrobras ainda não decidiu sobre reajustes de preços de combustíveis. Segundo a presidente da petroleira, Magda Chambriard, a empresa ainda não tem uma posição sobre a necessidade de reajustar os preços de combustíveis no Brasil.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para investigar os aumentos nos preços de combustíveis

Mesmo assim, muitos revendedores, distribuidores e postos de abastecimentos, em diferentes regiões do país, estão usando destes fatores para aumentar o preço dos combustíveis ao consumidor final.
A advogada e especialista na área, Glauce Jácome, explica as decisões tomadas pelos postos de combustíveis, precisam observar que o aumento de preços não pode ser apenas por expectativa de reajuste.
A advogada enfatiza que, por ser considerado uma commodity, o combustível sofre oscilações de acordo com o mercado global, o que pode resultar tanto em aumento quanto em redução de preços. Mesmo assim, existe um sistema de regulação que deve garantir que o produto chegue ao consumidor final de forma justa.
Nesse contexto, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) exerce um papel fundamental de fiscalização. Na segunda-feira, 9, diante dos aumentos de preços que está sendo verificado em cidades de vários estados, a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para investigar os aumentos nos preços de combustíveis. Tanto no Distrito Federal como também em outros Estados da Federação.
Para Glauce Jácome, a atuação da agência deve ir além da regulação econômica e também considerar a proteção do consumidor.
“A agência reguladora deve atuar como um braço da defesa do consumidor e consumidora vulnerável”, explica.
Outro órgão importante nesse processo é o Procon, responsável por acompanhar se os reajustes aplicados pelos postos são realmente justificáveis, orienta.
Alta Floresta - O preço dos combustíveis em Alta Floresta vem passando por altas sequenciais nas últimas semanas. Até na tarde de segunda-feira, 9, a média de preço do litro da gasolina, em alguns postos consultados, vária de R$ 6,66 aditivada a R$ 6,75 e R$ 6,79 comum.
O preço do litro do diesel na cidade tem variação entre um posto e outro de mais de R$ 1,00 por litro. A diferença chega até a mais de R$ 1,17 centavos por litro. Pode ser encontrado ao preço de R$ 6,91 (S-500) e R$ 6,82 (S10) em um determinado posto, a R$ 7,66 (S10) e R$ 7,38 (comum) em outro. E R$ 7,89 (comum) a R$ 7,99 (S10).
O etanol também é comercializado com considerável variação de preços. Pode ser encontrado de R$ 4,63 a R$ 4,79 nos postos de combustíveis da cidade.
Em Sinop, o litro do etanol pode ser encontrado de 3,99, R$ 4,06 a R$ 4,27, entre os postos de abastecimentos da cidade.

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