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Entrevistas Sexta-feira, 31 de Maio de 2024, 14:22 - A | A

31 de Maio de 2024, 14h:22 - A | A

Entrevistas / CINCO PERGUNTAS

Ciclo denso

Marjorie Estiano se despede da médica Carolina e exalta a importância de “Sob Pressão” em sua trajetória



por Geraldo Bessa TV Press              

   Com um filme, cinco temporadas e dois episódios especiais extras, “Sob Pressão” tem um lugar garantido no coração de Marjorie Estiano. Na pele da médica Carolina por sete anos, a atriz foi a fundo nas soluções e mazelas sociais da saúde pública brasileira ao mesmo tempo em que defendeu uma personagem permeada por temas densos e muitas nuances. Na quinta e última temporada, a aparente leveza de Carolina se dissipa quando ela descobre um câncer de mama.

Lidar com a doença e também assumir a posição de paciente acaba por causar uma transformação profunda na médica.

Carolina estava talvez no auge de uma etapa da vida, bem consigo mesma. A descoberta de um câncer desorganiza todos os planos e idealizações. Ela vive o medo da morte, a negação, a aceitação, a luta dura contra uma doença e todos os efeitos psicológicos e físicos, profissionais e pessoais desse atravessamento”, explica. 

Foram anos incríveis e de muito aprendizado

     Natural de Curitiba, capital do Paraná, Marjorie é um dos nomes de maior prestígio já revelados pela extinta “Malhação”, onde viveu a antagonista Natasha, integrante da famosa Vagabanda nas temporadas de 2004 e 2005. Criteriosa, intuitiva e muito dedicada, em pouco tempo ela já assumia o posto de protagonista do horário das nove em “Duas Caras”, de 2007.

A partir daí, começou a ter mais autonomia dentro da Globo, onde enfileirou sucessos como “A Vida da Gente”, “Império” e a primeira temporada de “Justiça”. Nos sete anos dedicados a “Sob Pressão”, ela aproveitou para investir no cinema, participando de cerca de 10 filmes, e ainda esteve na elogiada “Fim”, sucesso do Globoplay lançado no final do ano passado.

Foram anos incríveis e de muito aprendizado. A exibição de ‘Sob Pressão’ na tevê aberta é como o encerramento de um ciclo. A despedida é difícil, mas me sinto muito mais madura e inteira para encarar novas possibilidades”, garante.

P - Sua história com a Carolina começou no filme “Sob Pressão”, de 2016, e acabou enveredando por cinco temporadas na tevê. Como foi se despedir desse papel?

R - Difícil demais. Do filme até a quinta temporada é nítido o amadurecimento dessa mulher e vejo o meu também, tanto profissional quanto pessoal. Nunca tinha feito uma personagem por tanto tempo, nem trabalhado com a mesma equipe. É muito interessante ver o crescimento da Carolina, ver como as experiências vão modificando o comportamento com o passar dos anos

. P - A sensação de continuidade e amadurecimento do papel era o que renovava sua vontade de estar na série? R - É um projeto muito especial e que sempre trazia coisas novas. Aprendi muito com a Carolina. Lembro da sequência dela chegando no hospital pela primeira vez, desprendida, cheia de certezas, mas com sua essência muito clara. Fomos conhecendo aos poucos a bagagem que ela carregava e, ao mesmo tempo, como as circunstâncias foram apresentando oportunidades a ela para encarar e compreender a origem de alguns bloqueios e seus gatilhos. É em um gráfico irregular, cheio de altos e baixos.

P - Nesta última temporada, Carolina precisa lidar com a descoberta de um câncer de mama. Como foi mergulhar no tema?

R - Estudei muito. No mundo, é o câncer de maior incidência entre as mulheres. E conhecer mais intimamente esse assunto é um aprendizado que vou desfrutar também de forma muito prática e concreta na minha vida. Qualquer uma de nós pode passar por um câncer de mama, diretamente ou através de amigos, conhecidos, familiares. Pude conhecer histórias lindas, mulheres incríveis, inspirações pra minha vida. Médicas, pacientes e voluntárias.

P - Você consegue eleger sua temporada favorita de “Sob Pressão”?

R - Impossível. Cada etapa desse trabalho teve seu momento especial. Foi uma honra defender essa personagem belíssima, complexa e inesquecível. Tão inesquecível quanto trabalhar com essa equipe. Não tenho dúvida que esses seis anos foram uma faculdade na minha vida.

P - Em que sentido?

R - Sei que meu lugar de aprendiz é para vida toda e com ela ampliei a minha compreensão da profissão, da relação com os colegas de trabalho, com o coletivo, com o país, comigo mesma. Me sinto muito mais inteira.  

Sob Pressão” – Globo, terças, às 23h. Cinco temporadas, filme e episódios especiais disponíveis no Globoplay.

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