Quarta-feira, 22 de Maio de 2024

Entrevistas Sexta-feira, 05 de Janeiro de 2024, 16:16 - A | A

05 de Janeiro de 2024, 16h:16 - A | A

Entrevistas / CINCO PERGUNTAS

Força artística

Cinnara Leal ressalta a importância pessoal de retornar à série “A Divisão”



por Caroline Borges TV Press                

A trama de “A Divisão”, que está disponível no Globoplay, carrega alguns enredos e conflitos dramáticos e pesados. Ainda assim, era nos estúdios de gravação da série que Cinnara Leal encontrava alguma leveza enquanto encarava os dramas da Doutora Fernanda.

Eu não estava vivendo um momento muito fácil da minha vida na época. Então, é se envolver com os lados positivos dos personagens e da história, do que só com os dramas e os conflitos. Eu me apeguei à fé na vida, ao amor, sabe? Na esperança de estar vivendo e contando uma história para empoderar mais pessoas”, explica.                

Na série criada por José Junior e José Luiz Magalhães, Fernanda é esposa do protagonista Santiago, papel de Erom Cordeiro. Os dois enfrentam uma crise no casamento após a médica sofrer um aborto.

É bonito ver como a personagem vai vivendo essa transformação junto com o público ao longo da série. Ela é um exemplo de superação diária”, defende.

P – Na terceira temporada de “A Divisão”, sua personagem volta ao enredo. O que mais chamou a sua atenção no projeto ao retornar?

É bonito ver como a personagem vai vivendo essa transformação junto com o público ao longo da série

R – A trama de “A Divisão” é muito marcante para todos nós. É marcante para a dramaturgia e para nós, atores negros, protagonismo negro. Fazer um papel desse tamanho é uma conquista que vem lá de trás. É a ocupação de um espaço. Eu luto por representatividade e respeito. Não quero ser igual a ninguém. Quero ser como eu sou. Viver essa conquista é um privilégio. Nem acreditei quando vi que era o papel de uma médica.

P – Por quê?

R – Quando eu fui fazer o teste, eu até estranhei que era uma médica. Como assim não era a mulher do traficante ou amante de alguém? Achei até o último minuto que algo iria mudar no texto. A gente deixa de acreditar que coisas assim são possíveis, né? Mas tudo isso é uma inspiração. Legitimamos a nossa existência.

P – Na produção policial, a Fernanda passa por um trauma profundo. Como isso reverbera na terceira leva de episódios?

R – A Fernanda vem para se superar diante do público. Logo nas primeiras cenas, ela sofre um aborto e já chega dando a notícia para uma paciente que também perde o filho. Fora que ela já vem de um drama ali com o Santiago. Então, ela volta para resgatar esse amor, sem se anular, sem se desvalorizar

P – Como assim?

R – Costumo dizer que a Fernanda é uma heroína urbana. Ela poderia ter uma série só dela (risos). É bonito ver todo esse processo de transformação dela ao longo do enredo. Essa trama sobre amor-próprio é importantíssima. É fundamental debater entre as mulheres sobre se valoriza, não aceitar menos do que merece. A Fernanda foi uma inspiração para mim.

P – Além de “A Divisão”, você também pode ser vista em “Fuzuê”. Como está sendo participar desse projeto?

R – Estou adorando. “Fuzuê” é uma grande diversidade, multiculturalismo. Temos núcleos riquíssimos. A Cecília é uma heroína justiceira. Ela volta com sangue nos olhos e em busca de vingança. Mas isso não a torna uma vilã. Brinco que a Cecília é como o Brasil: não me dá um minuto de paz (risos). Sempre tramando, buscando informação. É uma personagem muito rica desde o início da história.  

A Divisão” – Episódios disponíveis na plataforma Globoplay. "Fuzuê" – De segunda a sábado, às 19h30, na Globo.

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