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Política Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018, 00:00 - A | A

26 de Fevereiro de 2018, 00h:00 - A | A

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Deputado Romoaldo suspeito de lavar dinheiro de propina



Repórter/ MT

A Procuradoria-Geral da República está investigando o deputado estadual Romoaldo Júnior (MDB) por suposta lavagem do dinheiro recebido através da propina. A procuradora-geral, Raquel Dodge, suspeita que Romoaldo teria “lavado” os valores através de doações feitas à Maria Aparecida Gonçalves, com quem ele teve um relacionamento e uma filha. Na Operação Malebolge, no apartamento de Maria Aparecida, foram encontrados declarações de imposto de renda, dos anos de 2015 e 2016, com doações anuais em favor dela, no valor de R$ 300 mil, cada, feitas pelo parlamentar.   Para a procuradora, os valores coincidem com o total supostamente pago por Silval, entre os anos de 2013 e 2014.  

 

 

A PGR, pela procuradora-geral Raquel Dodge, suspeita que Romoaldo teria “lavado” os valores através de doações feitas à Maria Aparecida Gonçalves, mãe de sua filha.

O parlamentar foi um dos sete deputados, alvos da Polícia Federal, na Operação Malebolge, em setembro de 2017, que tiveram as residências e gabinetes da Assembleia Legislativa vasculhados com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

Dodge expôs a suspeita da lavagem de dinheiro em ofício encaminhado a Fux. Durante a operação, o apartamento de Maria Aparecida foi revistado, já que está no nome de Romoaldo, no bairro Jardim Aclimação. No local, os policiais federais encontraram declarações de imposto de renda, dos anos de 2015 e 2016, com doações anuais do deputado em favor dela, no valor de R$ 300 mil, cada.

Para a procuradora, os valores coincidem com o total supostamente pago por Silval, entre os anos de 2013 e 2014. Em sua delação ao MPF, o ex-governador detalhou que o valor total foi pago em 12 parcelas de R$ 50 mil a pelo menos 22 deputados estaduais.

Ainda de acordo com Dodge, Romoaldo Júnior ajuda nas despesas da casa de Maria Aparecida, na compra de um veículo e do apartamento. Ela chegou a ser conduzida coercitivamente pela PF, no dia da operação.

Importante destacar que entre os crimes investigados, em tese praticados por Romoaldo Júnior, encontra-se o crime de corrupção passiva por ter recebido a quantia de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), em doze parcelas de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais) do então governador Silval Barbosa na condição de Deputado Estadual para manter a governabilidade, votar de acordo com os projetos do governo e não investigar os membros do alto escalão”, pontuou a procuradora-geral, no pedido de investigação.

 

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