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Artigo Segunda-feira, 13 de Julho de 2015, 00:00 - A | A

13 de Julho de 2015, 00h:00 - A | A

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Só espertezas



A Câmara dos Deputados aprovou uma reforma eleitoral. Uma parte é inócua e o restante só interessa à classe política e não ao país. Quer ver?

Na desejada cláusula de barreira, aquela que ajudaria a diminuir o número de partidos no país, o partido que tiver um parlamentar está salvo, pode receber o fundo partidário e ter horário de TV e rádio gratuito. Um só parlamentar.

Na fidelidade partidária, o parlamentar pode mudar de partido ‘em casos específicos’. Já era assim antes.

Mas criaram uma janela por 30 dias para saírem de partido sem perder mandato. Criaram um troca-troca só para eles e fica tudo por isso mesmo.

Criaram uma quarentena para que as decisões do Tribunal Superior Eleitoral só tenha validade um ano e meio depois de aprovadas.



Manietou o TSE, as decisões daquele órgão eleitoral não teriam validade por um tempão.

Aprovaram que doações para campanha eleitoral não podem ser para o candidato, mas para o partido.

Que diferença faz? O dinheiro entra para o partido e os caciques fazem o que quiserem com ele, doando a quem interessa ao grupo.

Aprovaram detalhes que só na aparência tem importância, como a mudança da idade para ser candidato a governador, senador e deputado e também a data da posse do presidente e governadores.

Os deputados, ainda na defesa deles mesmos, aprovaram outras medidas. A campanha de rua passa de 90 para 45 dias.

A propaganda em televisão e rádio cai de 45 para 30 dias. Não haveria mais aqueles blocos grandes em dois horários. A propaganda será mais de inserções de até um minuto na programação das emissoras. Outra jogada deles.

É que cada dia mais as famílias tem televisão aberta ou alternativa. Quando vem o horário gratuito, as pessoas abandonam a televisão comum e vão assistir outra coisa em canal que não passa a propaganda eleitoral. Com as inserções, na hora da novela ou do futebol, lá vem a propaganda eleitoral.

Aprovaram ainda, com aquela pompa enganosa de que estão fazendo a coisa certa, que a doação para campanha não pode passar de 20 milhões de reais ou até 2% do faturamento da empresa no ano anterior.

Que ninguém pode gastar mais do que 70% do que gastou na eleição anterior.

Alguém acredita que o candidato declarou de gasto no Tribunal Regional Eleitoral o que realmente ele gastou na campanha?

Mais enganação? Quem tem obras com governos não podem doar em campanhas. No país do caixa dois como coibir que doações ocorram?

Do que aprovaram tem uma coisa positiva: fim da reeleição. O cara no mandato faz o diabo para ser reeleito.

Para continuar no cargo faz tantos compromissos, republicanos ou não, que inviabiliza seu segundo mandato.

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