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Entrevistas Sexta-feira, 14 de Junho de 2024, 09:13 - A | A

14 de Junho de 2024, 09h:13 - A | A

Entrevistas / CINCO PERGUNTAS

Em boa companhia

Matheus Nachtergaele celebra bons encontros na pele do articulador Norberto de “Renascer”



por Geraldo Bessa TV Press                

O radar artístico de Matheus Nachtergaele está sempre ligado. Criterioso com seus trabalhos na tevê, cinema e teatro, ele acredita no poder da arte para abordar temas contemporâneos e levar o público a uma reflexão. Depois de uma década distante das novelas, ele viu em “Renascer” uma forma de falar sobre o Brasil profundo de forma poética e rodeado de amigos.

Que novela linda, né? A riqueza dos diálogos e o jeito com que o texto aborda temas políticos e sociais me emociona muito”, valoriza o intérprete do fofoqueiro Norberto. Fã do saudoso Nelson Xavier, intérprete do personagem na versão de 1993, Matheus assume que viver um mesmo papel já defendido por Nelson é intimidador, mas que desenvolve como uma grande homenagem. “Tudo o que Nelson fazia era de uma dignidade tão grande. É um ator que faz parte da minha formação”, entrega.      

           Paulistano revelado pelo teatro alternativo de diretores como Antunes Filho e Antônio Araújo, Matheus por muito tempo foi presença bissexta na tevê. A estreia foi em episódios de “A Comédia da Vida Privada”, em 1997. Ao longo do tempo, participou de projetos importantes como “Hilda Furação”, “O Auto da Compadecida”, “A Muralha” e “Da Cor do Pecado”.

Com apenas cinco folhetins no currículo, ele aproveita as séries para estreitar seus laços com o vídeo. Só nos últimos anos, teve papéis fixos em produções como “Filhos da Pátria”, “Cine Holliúdy” e “Todas as Mulheres do Mundo”. “Sempre gostei do ambiente televisivo. Me faltava tempo. Agora consigo equilibrar melhor minha agenda e minha vida”, destaca.

P – Sua última novela foi “Saramandaia”, de 2013. Como é voltar a viver a rotina de um folhetim em “Renascer”? R – Foram dez anos afastado das novelas e sendo cobrado por isso. A tevê é um circo eletrônico maravilhoso que ainda atinge em cheio o coração do Brasil e, nesse contexto, vi em “Renascer” a oportunidade de fazer uma novela de altíssima qualidade e promover alguns bons reencontros.

Agora consigo equilibrar melhor minha agenda e minha vida

P – Como assim?

R – O convite partiu do Bruno (Luperi, autor) e do Gustavo (Fernandez, diretor). Conheci o Gustavo em 1996, durante as filmagens do longa “Anahy de Las Missiones”, onde ele era assistente de direção. Ficamos amigos, a vida deu muitas voltas e eu quis muito trabalhar com ele de novo. Para completar, foi neste mesmo filme que conheci o Marcos (Palmeira).

P – O fato de Norberto ter sido interpretado pelo Nelson Xavier na versão original foi importante na hora de você topar a empreitada?

R – Muito. Sempre falo que Nelson Xavier, Grande Otelo, Jardel Filho e Paulo José são atores que me deixaram marcas profundas, que fazem parte da minha formação como intérprete. É lindo dividir um personagem com o Nelson, um cara que fazia tudo com tanta dignidade e paixão, símbolo do brasileiro comum. Fiquei muito apreensivo, mas encaro esse trabalho como uma grande homenagem a ele.

P – A previsão é que a novela termine apenas em setembro e fique nove meses no ar. Qual o saldo até aqui?

R – Estou me divertindo muito e entre amigos. Olho para o lado tem o Jackson Antunes, olho para o outro tem o Chico Diaz, olho para frente tem o Marquinhos, o Vladimir (Brichta). Temos uma reunião tão encantadora nos bastidores de “Renascer”. P - Em algum momento, a longa duração o afastou dos folhetins?

R – Sim. As novelas não cabiam no meu estilo de vida. Sempre fui um ator nômade. Um dia estava em cartaz no Rio de Janeiro, no outro filmando na Amazônia e dias depois gravando em Porto Alegre. Quando se tem uma vida assim, fica difícil se comprometer com um personagem por quase um ano. Além disso, eu tinha uma vida muito louca também (risos). Hoje, estou mais velho e mais calmo.  

Renascer” – Globo – de segunda a sábado, às 21h.

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