Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2026

Carros Segunda-feira, 09 de Fevereiro de 2026, 15:10 - A | A

09 de Fevereiro de 2026, 15h:10 - A | A

Carros / SUV da Volkswagen

A reinvenção do Taos

SUV da Volkswagen passa a vir do México com mudanças no visual, câmbio novo e preço mais atraente



por Eduardo Rocha/Auto Press

                No Brasil, o Volkswagen Taos enfrenta não só rivais diretos, Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e Renault Boreal, como também o fogo amigo do Tiguan. Outra dificuldade do SUV médio era em relação à importação da Argentina, que tinha os volumes submetidos a regras de equilíbrio do Mercosul. Para o caso dessa balança comercial, a importação do Taos feito no México equaciona a questão. Para a briga com os rivais e com o Tiguan, a solução foi reposicionar a tabela de preços. A versão Comfortline fica em R$ 199.990 e a Highline, em R$ 209.990 – custavam respectivamente R$ 209.990 e R$ 231.990. Ainda assim, se manteve mais caro que seus rivais diretos.                

O modelo vindo do México chega com o visual renovado na frente e nas lanternas traseiras. Na dianteira, os faróis em matriz de led trazem uma nova assinatura luminosa. Os conjuntos óticos se interligam por uma barra acrílica decorativa, onde também fica a linha de led, interrompida pela logo da marca. A parte inferior do novo para-choque, a grade com padrão de trapézio invertido ganha uma grossa moldura na cor do veículo. Na traseira, a mudança é o logo iluminado em vermelho, encaixado numa barra acrílica com uma linha de led, também em vermelho, que conecta as lanternas.                

Na essência, o Taos manteve os fundamentos do modelo produzido na Argentina desde 2021. Plataforma MQB-A, suspensão com McPherson na frente e multilink na traseira, freios a disco nas quatro rodas e dimensões do segmento médio-compacto (C-), com 4,47 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,63 m de altura e 2,68 m entre os eixos, além de um porta-malas com 498 litros de capacidade. Sob o capô, foi mantido o mesmo motor 1.4 TSI, usado no Taos argentino. Ele rende 150 cv e 25,5 kgfm a 1.500 giros.                

A novidade na parte mecânica é o câmbio automático de oito marchas no lugar do antigo de seis. As duas marchas adicionais não foram direcionadas a tornar o modelo mais econômico, que manteve as mesmas médias de consumo (7,7 e 11,1 km/l na cidade e 9,3 e 13,3 km/h na estrada, com etanol e gasolina). Mas permitiram um escalonamento mais progressivo para melhorar a dinâmica do modelo. Tanto que, pelos dados da montadora, a aceleração de zero a 100 km/h caiu de 9,4 para 9,0 segundos.                

Por dentro, o Taos mexicano também traz o interior renovado. O painel foi redesenhado e a tela da central multimídia, com 10,1 polegadas, agora é semiflutuante. No console central ficam os comandos do ar-condicionado digital de duas zonas e o carregador por indução. Embora a central não traga botões físicos, parte dos comandos pode ser efetivada através do volante multifuncional. Já o painel de instrumentos digital, tem 10,25 polegadas. Na parte de segurança, o SUV da Volkswagen manteve um bom arsenal. O pacote ADAS inclui assistente de faixa, controle de cruzeiro adaptativo com stop and go e alerta de colisão com frenagem automática de emergência. A versão Highline ganha ainda monitor de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro.                

Por dentro, o Taos manteve o conceito original de acabamento, mantendo o modelo como SUV médio de entrada, deixando para o Tiguan, que custa 50% mais, os materiais mais refinados. Há um excesso de materiais rígidos, com pequenas exceções nas portas dianteiras e na faixa central do console. Mesmo na versão Highline, os bancos só recebem couro sintético parcialmente. A central multimídia VW Play ficou mais completa, com acesso a algum aplicativos novos, e espelhamento sem fio de Apple CarPlay e Android Auto.                

Com visual renovado e dinâmica aprimorada, a Volkswagen espera que seu SUV médio-compacto consiga superar a média de vendas entre 1 mil e 1.500 unidades mensais, que mantém praticamente desde seu lançamento em 2021. Bem abaixo dos emplacamentos em torno de 5 mil unidades mensais de seus principais rivais. Pois mesmo com o reposicionamento de preço, o Taos continua sendo o modelo mais caro e o menos potente do segmento.  

 

Impressões de direção

Marcha refinada                

O Taos cumpre uma dura missão no Brasil: brigar com modelos mais baratos, com acabamento mais caprichado e mais potentes, com basicamente as mesmas dimensões. E a única arma que a fabricante alemã conta é o valor de marca, obtida pela grande tradição que tem no país. Com a versão renovada que acaba de desembarcar no país, houve uma pequena melhora em diversos aspecto, o que melhora a condição de combate do modelo.                

A mais evidente é o visual. O Taos adota o novo face-family da Volkswagen, com dianteira com desenho mais orgânico, que contrasta com as linhas geométricas da carroceria. A atualização visual também chegou ao interior, com a tela da central multimídia flutuante e a adição de superfícies macias nas portas dianteiras. Não mudou o patamar do modelo, mas foi uma melhora. Mas a mudança que realmente fez diferença foi a adoção do câmbio de oito marchas, fornecido pela Aisin.                

A engenharia dedicou as marchas adicionais a melhorar a dinâmica do modelo, sem se preocupar em reduzir o consumo em estrada, com relações alongadas. Agora, apesar de ainda haver turbolag em baixos giros, ele é menor e quase não incomoda. Com a mudança de escalonamento, o turbo é acionado em velocidades menores em cada marcha, apesar de entrar em operação no mesmo giro. As respostas ficaram mais rápidas e suaves.

Álbum de fotos

Comente esta notícia

Rua Ivandelina Rosa Nazário (H-6), 97 - Setor Industrial - Centro - Alta Floresta - 78.580-000 - MT

(66) 3521-6406

[email protected]