José Vieira/ Mato Grosso do Norte
O prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira (União) está estabelecendo uma pauta de ações para estruturar o mercado de comercialização de peixes nos municípios da região de Alta Floresta, que se despontam com grande potencial na Piscicultura de Mato Grosso.
Na terça-feira, 24, Osmar esteve na Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT), em uma reunião estratégica para debater medidas para fortalecer a cadeia produtiva.
Na avaliação do gestor, este setor tem grande potencial econômico para se transformar em importante alternativa na economia e renda para o produtor.
Segundo o prefeito, na reunião com a secretária estadual de Agricultura, Andreia Fujioka, ficou definido que a Seaf, por meio de parcerias, irá elaborar um plano diretor do setor da Piscicultura.
“A nossa região está se consolidando como uma das maiores produtoras de peixes como Tambatinga, Pacu e a Tilápia também já está sendo produzidas. Paranaíta tem uma grande produção de peixe. Somos o quinto maior produtor de peixe do Estado, brigando com o município que está no sexto lugar. E outros municípios como Alta Floresta e Carlinda também tem produções consideráveis. E precisamos conseguir recursos para ter uma indústria”, aponta Osmar.
Portando, o prefeito assegura que fez uma reivindicação para se criar mecanismo e viabilizar recursos para o setor.
A primeira medida, segundo ele, será a realização de um estudo regional, para buscar a verticalização da cadeia.
O estudo será feito em todas as regiões do Estado onde a Cadeia produtiva de peixe é mais forte.
“Investimos, temos produção e agora temos que industrializar o peixe. E é isto que estamos buscando, para não deixar o agricultor familiar sem a indústria e sem poder vender o seu produto. O grande produtor tem como fazer os investimentos, mas o pequeno não tem condições de ter acesso a R$ 30, 40 milhões. Então, a saída é unir as cooperativas para ter uma indústria forte de pescado na região”, analisa.
Osmar acentua que o mercado do peixe é promissor, pois o peixe tem grande aceitação de consumo.
Porém, é necessário estruturar e verticalizar a cadeia. E a saída é unir os produtores, pequenos, médios e até os grandes.
“Há recursos do Banco Mundial, mas são de valores baixos para o pequeno. Então, porque só os grandes podem ter acesso aos grandes recursos e os pequenos não? ”, questiona o prefeito.
Não adianta aumentar a produção se não tem incentivo. Daqui a poucos anos, vai ter baixa novamente no valor do peixe se não tiver uma indústria forte na região
Para ele, se não tiver uma indústria na região, não compensará fazer investimentos na Cadeia da Piscicultura.
“Não adianta aumentar a produção se não tem incentivo. Daqui a poucos anos, vai ter baixa novamente no valor do peixe se não tiver uma indústria forte na região. Temos que industrializar e exportar o produto”, preconiza.
Diante disto, o plano, de acordo com ele, será viabilizar o acesso às linhas de financiamento e obter recursos para os investimentos na verticalização da Cadeia do Peixe na região.
“As pessoas falam das dificuldades, mas tudo tem dificuldades. Temos que encarar os obstáculos e buscar as alternativas”, disse.
Ações em Paranaíta
Osmar anuncia que vai fazer o licenciamento do lago da usina Teles Pires, junto a Agência Nacional de Água (ANA) para criar peixe.
Além disto, o gestor disse que irá instalar um laboratório de pesquisa de pescado, por intermédio de parcerias da Prefeitura com Embrapa, Empaer e UFMT.







