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Economia Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2025, 11:08 - A | A

29 de Dezembro de 2025, 11h:08 - A | A

Economia / Alta Floresta

Reforma tributária de 2026 exige atenção redobrada das empresas, alerta contadora

Segundo contadora, impactos estarão na operação, emissão de notas e controle fiscal, com efeitos diferentes para cada negócio



Dionéia Martins/Mato Grosso do Norte

A reforma tributária que começa a ser implementada em 2026 deve provocar mudanças profundas na rotina operacional das empresas — e não apenas no cálculo de impostos. Segundo a contadora Andressa Lammel, do escritório Vitória Régia, o maior impacto estará no dia a dia dos negócios, especialmente na emissão de notas fiscais, no registro de compras e na geração das guias de recolhimento.

“Vai mudar muito a parte operacional das empresas. Todo o processo que envolve emissão de nota, movimentação de compras e apuração de impostos será diretamente afetado”, explica.

De acordo com a especialista, não é possível tratar a reforma de forma genérica. Cada empresa será impactada de maneira diferente, dependendo do enquadramento tributário, da atividade exercida e da forma como o negócio é conduzido.

“São muitas particularidades. Não dá para simplificar ou dar uma resposta única que sirva para todos”, afirma. Outro ponto que tem gerado insegurança entre empresários é o uso de tecnologia e inteligência artificial pelo Fisco. Andressa lembra que o cruzamento de informações não é novidade. Receita Federal, secretarias da Fazenda e prefeituras já utilizam sistemas avançados para conferência de dados fiscais — e, em alguns casos, bancários.

“A Receita Federal já tem ciência praticamente de todas as transações financeiras eletrônicas. Isso não começou agora e não é algo criado pela reforma”, ressalta. Sobre o temor de cobranças retroativas, a contadora é direta: esse risco sempre existiu. Pela legislação atual, o Fisco pode cobrar tributos referentes aos últimos cinco anos, independentemente da reforma tributária. “Não é algo novo. Isso já faz parte das regras do jogo”, pontua.

Em relação às transações bancárias, como o uso do PIX — inclusive por MEIs que recebem em contas de pessoa física —, Andressa reforça que a fiscalização já é tecnicamente possível há anos. A diferença é que nem todas as movimentações são fiscalizadas de forma automática, por limitação operacional do próprio Estado.

Diante desse cenário, a recomendação é clara: buscar orientação profissional. “Cada caso precisa ser analisado individualmente. Não é um momento para decisões genéricas ou achismos. Cada um tem que procurar um contador ou uma contadora da sua confiança”, conclui.  

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