O presidente da Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho), Lucas Beber, afirmou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode causar impactos negativos para as indústrias da pecuária e do leite no estado.
A crítica recai sobre as restrições ambientais da regulação europeia (EUDR), que proíbe produtos de áreas desmatadas após 2020, mesmo que de forma legal. Para Beber, as exigências unilaterais ignoram que o produtor brasileiro é o único do mundo a manter reservas ambientais obrigatórias dentro de suas propriedades.
Ele alertou para o risco de o acordo consolidar uma espécie de 'nova moratória', semelhante ao pacto da soja que restringe o comércio de grãos em áreas desmatadas na Amazônia.
“Eles colocando restrições daqui pra lá, nossa indústria pode ser bastante afetada, principalmente a da pecuária e a leiteira. Não é possível que 90% das empresas sejam proibidas de negociar com esse mercado [...] sem causar uma restrição ampla como a moratória vinha causando. Lá [Europa], preservam só onde não dá pra produzir, já aqui, mesmo no bioma amazônico, o produtor é obrigado a preservar 80%””, disse à imprensa. (Assessoria)









