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Política Segunda-feira, 13 de Agosto de 2018, 00:00 - A | A

13 de Agosto de 2018, 00h:00 - A | A

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Abatido, deputado Mauro Savi deixa classe política sob ameaça de delação premiada



EDUARDO GOMES
BOA MÍDIA 

Desespero, revolta, desencanto, tristeza e se sentindo abandonado e traído por companheiros. A soma disso tudo seria hoje o estado de espírito do deputado estadual campeão de votos para a Assembleia Legislativa mato-grossense em 2014, Mauro Savi (DEM), preso preventivamente em Cuiabá desde 9 de maio. Abatido ao extremo, Savi não estaria mais acreditando que poderá ganhar liberdade tão cedo. Essa situação o teria empurrado a planejar uma delação premiada, que se feita e homologada jogará na sarjeta – e na cadeia, também – boa parte da cúpula política com e sem mandato em Mato Grosso. A informação é de uma das figuras mais próximas de Savi.
Savi cumpre prisão por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça José Zuquim. O Ministério Público (MP) o aponta como líder de uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 30 milhões do Detran. A mesma acusação se estende a outros seis deputados estaduais e aos irmãos Pedro e Paulo Taques – ambos também presos – que são primos do governador Pedro Taques, sendo que Paulo foi chefe da Casa Civil e coordenador da campanha de Pedro ao governo em 2014.
Ao longo do encarceramento Savi tentou a soltura várias vezes, mas todas as decisões foram pela manutenção de sua prisão. Antes da delação – segundo a fonte – o deputado aguardará uma decisão da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, que poderá estender a ele os benefícios de um habeas corpus do ministro Dias Tóffoli, que botou em liberdade o empresário José Kobori – um dos operadores do esquema no Detran, segundo o MP. Rosa Weber é a relatora original da ação que resultou na Operação Bereré – que botou Savi e os Taques na cadeia. Caso a decisão da ministra seja contrária, “a casa cai”, afiança a fonte.
O teor da delação seria o mais explosivo que se possa imaginar e Savi não excluiria empresários do setor de transporte, donos de hospitais e de veículos de Comunicação. Além de apontar o dedo sobre o poder político para reduzir eventuais condenações e também para voltar à liberdade, Savi teria um capítulo especial sobre caciques do Democratas, seu partido. “Ele está magoado com o Jayme (Campos), o Mauro (Mendes) e o Fabinho (Fábio Garcia), pois eles o ‘queimaram’ não botando seu nome entre os candidatos a deputado”, acrescenta a fonte.

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