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Política Sexta-feira, 07 de Dezembro de 2018, 00:00 - A | A

07 de Dezembro de 2018, 00h:00 - A | A

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Obra de creche deverá ser retomada



José Vieira do Nascimento
Editor Mato Grosso do Norte

A Prefeitura de Alta Floresta anunciou que irá retomar a obra de construção de uma creche Padrão Tipo 1, no bairro Jardim Imperial. A obra foi lançada no dia 22 de novembro de 2016, mas havia sido iniciada no dia 28 de setembro, com prazo de conclusão previsto para 28 de novembro de 2017.
A empresa que venceu a licitação para executá-la foi a Nova Guia Construção. A creche foi orçada em R$ 2.013.173,69 (dois milhões, treze mil, cento e setenta e três reais e sessenta e nove centavos), com recursos do governo federal, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contrapartida do município. Apesar de estar apenas com a base levantada e paralisada há cerca de um ano, foram feitos 5 aditivos sobre o valor inicial. 
Conforme informações da prefeitura de Alta Floresta, o 1º aditivo foi no valor de R$134 mil, o 2º foi  estendendo o prazo de conclusão para janeiro de 2018, o 3º, também de prazo, estendeu a previsão de término para o mês de julho de 2018, o 4º para o mês de dezembro e o 5º foi aditivo de valor, que elevou a obra em R$ 67 mil. 
Todavia, o secretário Executivo da prefeitura de Alta Floresta, Luiz Alberto Wanzke, explica que do valor total do contrato da obra, foram pagos somente R$ 422.621.56 mil. Isto porque o contrato com a empreiteira foi rescendido em julho deste ano. E em função do atraso dos repasses do governo federal, a empresa desistiu de concluí-la.  
A nova licitação está marcada para o dia 13 de dezembro, mas não há prazo para conclusão. O prefeito Asiel Bezerra explicou à Mato Grosso do Norte, que os aditivos foram legais e que os serviços parraram por que a empreiteira, diante dos atraso dos repasses do governo federal, abandonou a obra, alegando não ter recursos para continuar.  
Segundo ele, o governo federal atrasou muito os repasses do convênio e a prefeitura não tinha recursos próprios para bancar. Os aditivos, conforme ele, foram feitos quando a obra estava sendo executada e sua retomada, após a nova licitação, será com recursos próprios. 
“Fizemos os aditivos fazendo as correções necessária, mas mesmo assim o empresário disse que não teria condições de concluir a obra. Fizemos um realinhamento de preço e vamos licitar novamente”, justifica o prefeito.
O projeto é de uma obra com mais de dois mil metros quadrados de área construída, distribuídos entre 10 salas de aula, área de recreação, cozinha, refeitório, banheiros adaptados para os alunos tomarem banho, área para cultivo de horta e jardinagem, além de sala de professores e direção. Tem o objetivo de atender à crianças dos bairros Cidade Bela e Jardim Imperial, substituindo a creche Trenzinho Mágico.  
Sua construção é uma reivindicação antiga dos moradores do bairro Cidade Bela. Sara Simões, presidente da Associação de Moradores do bairro Cidade Bela- AMOCIBI- acentua que a creche é importantíssima para seu bairro, assim como para os demais, que estão nas adjacências.
“Esperamos por esta creche há muitos anos. Veio o recurso, tem um prazo, foi iniciada as obras, mas este prazo não é cumprido. É uma frustação para os moradores e estamos esperando agora que a creche seja concluída e comece a funcionar efetivamente”, pontua Sara.

Ela observa que a creche é importante, não apenas para acolher as crianças, mas para toda a família, formando uma rede de desenvolvimento social. 
“Quando falamos em creche, primeiro pensamos no desenvolvimento da criança, mas a creche acolhe toda a família. Tem a função de Educar, auxiliar a criança no desenvolvimento cognitivo e em sua própria socialização", relata.
Sara, que é professora observa também que a creche contribuirá com a economia local, pois representa aumento da renda da família e enfluencia na sua qualidade de vida. “São muitos os benefícios que a creche trará para o bairro quando iniciar o funcionamento. E nós não vamos parar de cobrar, vamos continuar cobrando até que se retome suas obras e comecem as suas atividades atendendo aos moradores”, assegura.

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