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Política Terça-feira, 02 de Junho de 2015, 00:00 - A | A

02 de Junho de 2015, 00h:00 - A | A

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Vice- governador Carlos Favaro diz que será interlocutor do setor madeireiro

Jornal Mato Grosso do Norte



José Vieira do Nascimento Editor do Jornal Mato Grosso do Norte

 

O vice-governador Carlos Fávaro, acompanhado dos deputados federais, Nilson Leitão e Vitório Galli, e dos deputados estaduais, Nininho e Dilmar Dal’Bosco estiveram reunidos em Alta Floresta com empresários madeiros na manhã de sexta-feira, 29, para discutir as dificuldades que o setor de base florestal está enfrentando, em função da morosidade por parte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) em liberar os projetos de manejos e a renovação das LO- licença de Operação.

O presidente do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso- Simenorte- Frank Rogieri, externou as dificuldades enfrentadas pelo setor. “Estamos iniciando a safra da madeira, mas grande parte das empresas não tem matéria prima para trabalhar. Não tem toras no pátio. Hoje a Sema está mais empenhada em fiscalizar do que em liberar os processos. Há uma burocracia muito grande. Sem condições de trabalhar, algumas empresas estão dando aviso prévio para os funcionários. O setor madeiro não pode parar porque haverá um impacto econômico grande na região com o desemprego de muitos trabalhadores”, assegurou Frank.

Presente à reunião, o prefeito de Alta Floresta, Asiel Bezerra,  pediu a intercessão do vice-governador Carlos Fávaro para que haja um entendimento, evitando que as empresas madeireiras fechem as portas, deixando um grande número de pessoas desempregado.

“Confio no vice-governador e no governador Pedro Taques. E peço encarecidamente  que estas demandas sejam liberadas com celeridade para evitar que as empresas sejam ainda mais prejudicadas”, cobrou Asiel.

O deputado Federal Nilson Leitão explicou que a lentidão nas atividades da Sema está ocorrendo em função da roubalheira que acontecia na Pasta no governo anterior.

Conforme ele, o atual governo está  acabando com a ‘propinagem’ na Sema e tem ainda servidores, que eram beneficiados, que estão tentando atrapalhar a mudança no sistema.

“Rolava uma propina calculada em R$ 20 milhões por mês dentro da Sema no governo passado. Tenho conversado com  a secretária e com o governador Pedro Taques e existe boa vontade para resolver.  Infelizmente, quem paga a conta é quem produz e para acabar com a roubalheira tem que mudar o sistema. E é isto que o governo está fazendo. O governador disse que o setor madeireiro tem que ser respeitado”, argumentou Leitão.

O vice-governador Carlos Fávaro assegurou que a secretária de Meio Ambiente, Ana Luíza Ávila é do bem e está aberta ao diálogo para resolver todos os problemas. Ele também atribuiu a morosidade nos serviços ofertados pela Sema a corrupção que havia na Pasta no governo anterior.

“A paralisação é para combater a corrupção e a secretária enfrenta resistência muito grande de grupos da Sema que eram favorecidos. As medidas estão sendo tomadas para quebrar o sistema antigo”, enfatizou Carlos Fávaro.

No entanto, ele anunciou que Alta Floresta será o primeiro município a ter sua unidade descentralizada, passando a ter autonomia para exerce suas atividades. “Com a descentralização na Sema, haverá agilidade e o órgão estará próximo do cidadão”, observou.

Entre os dias 14 a 24 de junho haverá treinamento para os funcionários da Unidade da Sema, para que os servidores possam ter habilidade para a nova fase, que será a descentralização e autonomia dos serviços. A previsão é que até no mês de agosto a Unidade da Sema de Alta Floresta já estará descentralizada.

O vice-governador  disse também que a Sema passará por grandes mudanças e transformações para melhorar seu atendimento. Uma das mudanças será o fim da necessidade de renovação  do Cadastro de Consumidores de Produtos Florestais (CC-Sema), que atualmente é motivo de grandes transtornos para os empresários do setor madeireiro.

“Não admito preconceito com um setor importante como o madeireiro. Serei um interlocutor da classe para ter  uma Sema mais eficiente”, assegurou Carlos Fávaro.

Ele também disse que vai buscar meios para fazer uma força tarefa para liberar os projetos de manejos que estão emperrados na Sema e para a liberação das Licenças de Operação.

 

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