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Artigo Quarta-feira, 27 de Novembro de 2019, 00:00 - A | A

27 de Novembro de 2019, 00h:00 - A | A

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A que ponto chegamos!



José Vieira do Nascimento

O imbróglio que surgiu em torno da construção da praça de cobrança de pedágio na rodovia MT 208, próximo a Alta Floresta, está servindo para a população entender o quanto o município está acéfalo de representação política. 
O povo não tem a quem recorrer na busca de respaldo às suas reinvindicações, pois a cidade não tem representantes na esfera política estadual e federal. A nível de município, predomina a mediocridade dos supostos representantes da população. Alta Floresta nunca passou por uma situação idêntica de abandono completo e falta de protagonismo. 
Enquanto os moradores das comunidades da Terceira e Quarta Leste [que são da Agricultura Familiar] lutam por um direito justo e legítimo [de não serem obrigados a pagar pedágio para trafegar dentro do próprio município] a classe política é incapaz de tomar as rédeas da situação, chamar para si a responsabilidade e dar uma resposta plausível à sociedade.
Romoaldo Júnior, que seria o principal líder político do município, vive seu crepúsculo, desgastado, com o nome envolvido em escândalos, está de favor da Assembleia Legislativa e não tem coragem e muito menos cacife político para cobrar do governador Mauro Mendes, uma decisão a favor da população. 
O prefeito Asiel Bezerra, em sua pusilanimidade, lavou as mãos e demonstra, em linhas gerais, que está pouco preocupado, não somente com a questão envolvendo o pedágio, mas com a própria administração. O município está à deriva, não tem comando, a prefeitura está entregue à mercê de subalternos incompetentes, medíocres e mesquinhos, num ambiente que não sabemos quem manda. Mas sabemos que quem manda não é o prefeito.

O prefeito esqueceu que tem responsabilidade com a população, que recebeu votos para tomar as decisões. Optou pela omissão e por enfiar a cabeça entre as pernas e deixar a prefeitura entregue às víboras, que não foram outorgadas pelo voto da população, para tomar as decisões em seu lugar. 
Na Câmara Municipal, prevalece o blábláblá. Não tem sequer um vereador que se desponte como liderança... O horizonte político é oblíquo. Falta eficiência, prevalece a subjetividade!
Alta Floresta nunca esteve assim tão pobre de lideranças! Tão esquecida pelo governo estadual e federal! O governador Mauro Mendes vai completar um ano no cargo e nunca sequer falou em visitar a cidade. Chegamos a um patamar que chega a ser vexaminoso para uma cidade que é um importante polo no Estado. 
É constrangedor ver o nosso povo, oprimido pela força dos poderosos, sendo massacrados pelo governo e pela Via Brasil, diante da cobrança do elementar direito de ir e vir. Assim como é deprimente ver a inércia dos representantes políticos do município diante de tal circunstancias. 
Na eleição de 2018, com raríssimas exceções, os vereadores se venderam por dinheiro para fazer campanha para deputados de outras regiões. Para paraquedistas que querem somente o voto de nossos eleitores, mas que não tem compromisso com a cidade. O dinheiro falou mais alto para grande parte dos nobres parlamentares. Teve vereador que recebeu R$100 mil, outro 70, alguns 50 e os que receberam menos, embolsaram R$ 30 mil.  
E agora que o povo está precisando de socorro, onde estão Romoaldo, Nininho, Dilmar, Barranco e alguns outros que vieram fazer campanha em Alta Floresta? 
Alta Floresta está num momento crucial de sua história. Se não mudarmos radicalmente nossos representantes, continuaremos a retroceder em nossas políticas públicas. Entre as principais cidades polos da região norte, é a única que não tem parque, não tem lago, não tem pistas de caminhada e não tem planejamento urbano. Estamos ficando para trás... 

José Vieira do Nascimento é editor e diretor responsável de Mato Grosso do Norte
Email: [email protected]

 

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